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Bangladesh cria comissão salarial para setor de confecções após protestos

Grupo reúne representantes de trabalhadores e empregadores; revisão do piso ainda será discutida.

Trabalhadoras em fábrica de confecções em Bangladesh, em fotografia de arquivo de 2011.
Fábrica em Bangladesh, 2011 · Tareq Salahuddin / CC BY 2.0.

O governo de Bangladesh formou neste domingo (1º) uma comissão para discutir o salário mínimo da indústria de confecções, em meio a protestos de trabalhadores por remuneração mais alta. A medida foi anunciada pelo Ministério do Trabalho e Emprego por meio de duas notificações, segundo a agência estatal de notícias BSS.

A criação da comissão inicia uma revisão: não significa que um novo piso já tenha sido definido ou entrado em vigor. O grupo reúne representantes de empregadores, trabalhadores e um membro neutro.

Pedido dos trabalhadores

Manifestantes pedem um mínimo mensal de 30 mil takas. O jornal local Dhaka Tribune informou que trabalhadores bloquearam vias na capital Daca e na região industrial de Gazipur neste domingo, com interrupções no trânsito e confrontos entre manifestantes e policiais.

O valor de 30 mil takas é uma reivindicação dos trabalhadores, não o salário aprovado pela comissão. Segundo a Reuters, o ministro do Trabalho pediu a retomada das atividades, mas manifestações continuaram após o anúncio.

Próximos passos

Conforme a BSS, as notificações orientam a presidência da comissão a iniciar os procedimentos para definir o piso em consulta com os representantes. O veículo local identifica seis integrantes, incluindo um presidente, um membro neutro e representantes das duas partes.

A Reuters relata que as paralisações atingiram fábricas e vias em áreas industriais; a agência atribui à polícia de Gazipur o fechamento de 25 a 30 unidades naquela região. O relato não estabelece quando as atividades serão normalizadas.

Bangladesh é um importante produtor de roupas para o mercado internacional. A foto acima é de uma fábrica em 2011 e não registra os protestos atuais.

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