
A concentração média global de dióxido de carbono na superfície chegou a 426,8 partes por milhão em 2025, novo recorde informado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) nesta terça-feira (27). O nível corresponde a 153% do patamar anterior à industrialização, usado como referência para 1750.
Em outras palavras, a concentração está 53% acima daquela base. A unidade ppm expressa a proporção do gás no ar: cerca de 427 moléculas de CO₂ para cada milhão de moléculas.
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O boletim mede o gás acumulado na atmosfera. Não é uma contagem das emissões produzidas apenas em 2025, nem um balanço isolado das emissões brasileiras.
Crescimento menor ainda significa acúmulo
A alta anual foi de 2,8 ppm, abaixo do salto excepcional anterior, mas superior à média da década. Segundo a OMM, a recuperação da absorção pelos ecossistemas terrestres e a redução das emissões de incêndios contribuíram para desacelerar o avanço.
A Agência Brasil, ao apresentar os dados, registra que entre 2015 e 2024 cerca de metade do CO₂ emitido por atividades humanas permaneceu no ar; oceanos e ambientes terrestres absorveram o restante. Essa absorção varia com as condições ambientais.
Outros gases também avançam
As concentrações de metano e óxido nitroso também alcançaram máximas. A Agência Brasil informa 1.948 partes por bilhão para metano e 339,1 para óxido nitroso. Valores em partes por bilhão não devem ser comparados diretamente aos números em partes por milhão.
A longa permanência do CO₂ faz com que o aumento de hoje tenha efeitos por décadas ou séculos. Um crescimento anual mais lento, enquanto positivo, não representa queda da concentração.





















