
Lula (PT) acrescentou 10.376.694 votos à sua votação entre o primeiro e o segundo turno da eleição presidencial de 2026. Flávio Bolsonaro (PL) ganhou 3.721.538. O levantamento do Matutino compara os arquivos finais do Tribunal Superior Eleitoral para as duas votações, incluindo os votos no exterior.
O presidente reeleito passou de 53.879.538 para 64.256.232 votos, avanço de 19,26% sobre sua própria votação inicial. O senador saiu de 56.104.503 para 59.826.041, crescimento de 6,63%. Esses percentuais medem o aumento da quantidade de votos de cada candidato; não são suas participações nos votos válidos.
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Lula teve aumento absoluto de votos maior que o de Flávio nos 26 estados, no Distrito Federal e no exterior. Isso não significa que tenha vencido em todas essas localidades: crescimento entre turnos e liderança na votação final são medidas diferentes.
São Paulo responde por um quarto do acréscimo de Lula
São Paulo foi o maior componente do crescimento dos dois finalistas. Lula ganhou 2.613.861 votos no estado, o equivalente a 25,2% de todo o seu aumento nacional. Flávio acrescentou 1.217.155 e manteve a liderança no eleitorado paulista: 14.139.178 votos, diante de 12.119.274 do petista.
Na sequência dos maiores acréscimos de Lula aparecem Minas Gerais, com 1.162.163, Rio de Janeiro, com 872.372, e Bahia, com 820.487. São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia representam 52,7% do ganho nacional do presidente reeleito.
Em Minas, houve mudança de liderança. Flávio tinha 5.777.548 votos no primeiro turno, ante 5.188.936 de Lula. No segundo, o petista chegou a 6.351.099 e superou os 6.241.786 do adversário, diferença de 109.313 votos.
Flávio recua em seis estados
Apesar do aumento nacional, Flávio recebeu menos votos no segundo turno do que no primeiro no Acre (menos 15.092), Amapá (13.604), Roraima (11.647), Maranhão (9.069), Amazonas (1.519) e Tocantins (1.405). Lula aumentou sua votação em todas as unidades da Federação e no exterior.
A queda de um candidato em uma localidade não permite concluir que todos os votos perdidos tenham migrado diretamente para o adversário. Os totais também refletem mudanças no comparecimento e nas escolhas por voto branco, nulo ou em candidatos eliminados.
Da desvantagem à vitória nacional
No primeiro turno, Flávio terminou 2.224.965 votos à frente. No segundo, Lula encerrou a disputa com vantagem de 4.430.191. A mudança no saldo entre ambos foi, portanto, de 6.655.156 votos.
O ganho líquido de Lula foi aproximadamente 2,79 vezes o de Flávio. A comparação dos resultados agregados mostra como o placar mudou, mas não permite rastrear a escolha individual de quem votou em outros candidatos ou deixou de votar no primeiro turno.
Os votos válidos totais passaram de 119.300.788 para 124.082.273, aumento de 4.781.485. Os outros candidatos haviam reunido 9.316.747 votos no primeiro turno. Somados, esses dois componentes equivalem ao ganho conjunto dos finalistas, de 14.098.232 votos. É uma conciliação aritmética dos totais, sem identificação individual de fluxos de eleitores.
Veja a comparação por estado
Valores absolutos dos arquivos finais. Os sinais nas colunas de variação indicam aumento ou redução entre turnos. O exterior é apresentado separadamente das 27 unidades da Federação.
| Local | Flávio 1º | Flávio 2º | Variação | Lula 1º | Lula 2º | Variação |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Acre | 302.807 | 287.715 | −15.092 | 134.770 | 144.513 | +9.743 |
| Alagoas | 735.718 | 744.140 | +8.422 | 995.459 | 1.152.621 | +157.162 |
| Amapá | 212.278 | 198.674 | −13.604 | 212.503 | 222.968 | +10.465 |
| Amazonas | 976.764 | 975.245 | −1.519 | 1.046.996 | 1.145.783 | +98.787 |
| Bahia | 2.442.585 | 2.608.761 | +166.176 | 5.664.771 | 6.485.258 | +820.487 |
| Ceará | 1.756.850 | 1.819.478 | +62.628 | 3.555.263 | 4.036.124 | +480.861 |
| Distrito Federal | 909.616 | 979.542 | +69.926 | 675.627 | 825.224 | +149.597 |
| Espírito Santo | 1.233.194 | 1.294.504 | +61.310 | 850.028 | 1.001.965 | +151.937 |
| Goiás | 2.051.888 | 2.345.334 | +293.446 | 1.188.880 | 1.585.555 | +396.675 |
| Maranhão | 1.239.040 | 1.229.971 | −9.069 | 2.566.301 | 2.808.231 | +241.930 |
| Mato Grosso | 1.298.581 | 1.351.099 | +52.518 | 581.681 | 694.167 | +112.486 |
| Mato Grosso do Sul | 873.351 | 927.892 | +54.541 | 516.855 | 628.973 | +112.118 |
| Minas Gerais | 5.777.548 | 6.241.786 | +464.238 | 5.188.936 | 6.351.099 | +1.162.163 |
| Paraná | 3.945.345 | 4.291.444 | +346.099 | 2.054.597 | 2.566.504 | +511.907 |
| Paraíba | 831.377 | 865.210 | +33.833 | 1.541.127 | 1.794.059 | +252.932 |
| Pará | 2.163.957 | 2.199.940 | +35.983 | 2.427.237 | 2.690.449 | +263.212 |
| Pernambuco | 1.738.043 | 1.832.554 | +94.511 | 3.553.971 | 4.117.513 | +563.542 |
| Piauí | 517.028 | 525.859 | +8.831 | 1.523.710 | 1.653.989 | +130.279 |
| Rio Grande do Norte | 720.493 | 737.409 | +16.916 | 1.237.963 | 1.413.596 | +175.633 |
| Rio Grande do Sul | 3.573.783 | 3.874.378 | +300.595 | 2.294.759 | 2.824.552 | +529.793 |
| Rio de Janeiro | 4.966.844 | 5.169.033 | +202.189 | 3.693.021 | 4.565.393 | +872.372 |
| Rondônia | 652.988 | 674.382 | +21.394 | 250.667 | 294.446 | +43.779 |
| Roraima | 231.322 | 219.675 | −11.647 | 74.420 | 83.505 | +9.085 |
| Santa Catarina | 3.000.020 | 3.220.071 | +220.051 | 1.127.168 | 1.418.314 | +291.146 |
| Sergipe | 417.839 | 433.354 | +15.515 | 856.019 | 989.041 | +133.022 |
| São Paulo | 12.922.023 | 14.139.178 | +1.217.155 | 9.505.413 | 12.119.274 | +2.613.861 |
| Tocantins | 469.321 | 467.916 | −1.405 | 404.009 | 442.962 | +38.953 |
| Exterior | 143.900 | 171.497 | +27.597 | 157.387 | 200.154 | +42.767 |
| Brasil e exterior | 56.104.503 | 59.826.041 | +3.721.538 | 53.879.538 | 64.256.232 | +10.376.694 |
Como os números foram conferidos
O Matutino consultou os arquivos oficiais das eleições 6257 e 6258, cargo Presidente, para o Brasil, as 27 unidades da Federação e o exterior. Todos indicam totalização finalizada; a soma territorial corresponde ao total nacional dos dois candidatos nos dois turnos. O arquivo nacional do primeiro turno foi gerado em 5 de outubro às 12h51min47s; o do segundo, em 25 de outubro às 23h27min02s, no horário de Brasília.
A análise usa as votações finais, e não resultados parciais. As diferenças foram calculadas subtraindo o primeiro turno do segundo, sem arredondamento nos valores absolutos.





















