Economia

Suzano projeta dívida abaixo de US$ 14 bilhões ao fim de 2026

Executivos esperam geração de caixa mais forte no quarto trimestre; dívida líquida era de US$ 14,7 bilhões em setembro.

Chaminés e instalações da fábrica da Suzano em Limeira, em fotografia de arquivo datada de 2021 na ficha de origem.
Limeira, arquivo 2021 · H. C. Jorge/CC BY-SA 4.0.

A Suzano espera encerrar 2026 com dívida líquida inferior a US$ 14 bilhões, apoiada em uma geração de caixa mais forte no quarto trimestre. A perspectiva foi apresentada por executivos nesta sexta-feira, 6 de novembro, durante a discussão dos resultados da companhia.

O valor abaixo de US$ 14 bilhões é uma projeção para o fim do ano, não uma redução já alcançada. O balanço do terceiro trimestre, divulgado na quinta-feira, registra dívida líquida de US$ 14,7 bilhões.

O que sustenta a expectativa

O diretor financeiro, Marcos Assumpção, apontou a sazonalidade dos volumes de celulose, o ambiente de preços e o câmbio como fatores favoráveis à geração de caixa nos últimos três meses do ano.

Preços e câmbio podem mudar; a expectativa dos executivos depende do desempenho efetivo da operação e do mercado. A previsão não corresponde a uma garantia de resultado.

O presidente da empresa, João Alberto de Abreu, afirmou que a redução do endividamento permanece no planejamento após a expansão em bens de consumo. A Suzano passou a consolidar a Arbex, sociedade com a Kimberly-Clark, no terceiro trimestre.

Produção e dívida são medidas diferentes

Na conversa com jornalistas, a direção também reiterou a estratégia de manter a produção de celulose cerca de 3,5% abaixo da capacidade anual de 13,5 milhões de toneladas.

Essa estratégia produtiva já havia sido anunciada; sua reafirmação nesta sexta não é um novo corte de produção. Ela deve ser distinguida da previsão financeira apresentada para o encerramento de 2026.

A foto de arquivo mostra a fábrica em Limeira, em 2021, e não registra a apresentação dos resultados.

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