
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, 6 de novembro, que a população de baixa renda deve ser preservada no esforço de equilíbrio das contas públicas. A declaração ocorreu na reunião do Conselho Nacional de Política Energética, em Brasília.
A fala expressa uma diretriz política para o ajuste fiscal; não apresenta, por si só, um pacote de cortes aprovado ou medidas já em vigor.
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Contas públicas e proteção social
Lula contestou críticas à condução dos gastos e defendeu o trabalho da equipe econômica. Disse que a responsabilidade com o orçamento deve conviver com a inclusão social, sem impor sacrifícios aos mais pobres.
O presidente também cobrou que integrantes do governo divulguem os resultados da gestão e sustentou que o endividamento pode financiar infraestrutura, desde que exista capacidade de pagamento. Citou obras como estradas, ferrovias e aeroportos.
A defesa de empréstimos para investir não equivale à autorização de uma nova operação de crédito nem informa seu custo, prazo ou fonte de financiamento.
Promessa não é resultado realizado
Ao rebater as críticas, Lula mencionou o envio de um orçamento com superávit. A projeção orçamentária, entretanto, é diferente do resultado que será apurado na execução das receitas e despesas.
Superávit primário exclui os juros da dívida; resultado nominal inclui esse custo. Comparações fiscais precisam manter o mesmo indicador e o mesmo período.
As declarações desta sexta não permitem antecipar o cumprimento de metas ou quais grupos seriam afetados por medidas futuras. A fotografia é de um pronunciamento de setembro de 2025 e não mostra a reunião do CNPE.





















