
O Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima aprovou nesta sexta-feira, 6 de novembro, o Mapa do Caminho brasileiro para interromper e reverter o desmatamento e a degradação florestal até 2030. A decisão foi tomada na sexta reunião do colegiado, em Brasília.
A aprovação estabelece um roteiro de ação e uma meta para 2030; não significa que o desmatamento tenha sido interrompido agora.
LEIA TAMBÉM
Quatro frentes
O plano articula conservação e uso sustentável da vegetação nativa; recuperação de áreas; combate ao desmatamento ilegal e aos incêndios; e redução do desmatamento legal com instrumentos financeiros.
As medidas dependem de financiamento, capacidade institucional, assistência técnica, inovação e acesso a mercados. A implementação envolve coordenação entre diferentes áreas do governo.
Desmatamento ilegal e supressão autorizada são situações distintas. O roteiro prevê combater a primeira e criar incentivos para reduzir a segunda.
Carbono e acompanhamento
Na mesma reunião, o CIM aprovou diretrizes para a regulamentação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, além de medidas sobre instrumentos de mercado e transparência climática. O governo também apresentou a plataforma IndicaClima, voltada ao acompanhamento da política do clima.
Diretrizes para regulamentar o mercado de carbono não equivalem a todas as regras operacionais prontas nem demonstram redução de emissões já obtida.
O mapa florestal é diferente do roteiro sobre redução da dependência de combustíveis fósseis tratado pelo Conselho Nacional de Política Energética. São objetos e instâncias de decisão distintos. A imagem é uma ilustração de floresta genérica, sem representar monitoramento de uma área real.





















