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Famílias cobram respostas um ano após a Operação Contenção na Penha

Ato na Vila Cruzeiro reúne mães de vítimas; investigações sobre mortes de não policiais continuam em andamento, segundo a Segurança Pública.

Participantes de ato na Vila Cruzeiro, Complexo da Penha, em memória dos mortos na Operação Contenção, em 28 de outubro de 2026.
Ato na Penha. Fernando Frazão/Agência Brasil.

Familiares de mortos na Operação Contenção fizeram um ato na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, na quarta-feira (28), para cobrar respostas um ano após a incursão policial. Mães de vítimas pediram esclarecimentos sobre as circunstâncias das mortes e acesso aos resultados das investigações, segundo reportagem da Agência Brasil.

Tauã Brito, mãe de Wellington Brito, de 20 anos, defendeu que pessoas suspeitas de crimes respondam à Justiça com seus direitos preservados. Outras participantes relataram a falta de respostas às famílias. O encontro também teve manifestações culturais e cobranças por políticas públicas para crianças e jovens da comunidade.

Segundo o balanço publicado pela Agência Brasil, a Defensoria Pública já teve acesso aos documentos, mas ainda não havia concluído sua apresentação às famílias. Mães ouvidas no ato disseram que aguardam laudos e depoimentos.

O andamento das apurações

Em resposta enviada à Agência Brasil, a Secretaria de Segurança Pública afirmou que as investigações sobre 117 mortes de não policiais continuam na Delegacia de Homicídios da Capital, acompanhadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. A pasta informou 242 depoimentos e 553 laudos produzidos e analisados em 12 meses, com outros 105 exames em andamento.

As investigações sobre as mortes de cinco policiais foram concluídas, segundo a Secretaria de Segurança. As outras 117 mortes continuam sob apuração, sem conclusão informada até o momento. A pasta informou que 12 pessoas foram indiciadas por envolvimento nas mortes dos agentes, conforme a reportagem.

Relatório divulgado no aniversário

A Human Rights Watch divulgou no dia 28 uma investigação que aponta indícios de manipulação de câmeras corporais e falhas na apuração. A organização descreve análise de vídeos, laudos e entrevistas; suas conclusões são atribuídas à entidade. As autoridades de segurança sustentam que as mortes de não policiais ocorreram em confrontos.

O relatório de uma organização de direitos humanos não substitui a investigação criminal nem estabelece, por si só, responsabilidade individual. A atualização dos inquéritos e o acesso das famílias aos documentos permanecem centrais para esclarecer o caso.

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