
O teste molecular de DNA-HPV já está disponível em pelo menos um município de 26 unidades da Federação, informou o Ministério da Saúde na quarta-feira (28). O exame identifica tipos do vírus associados a maior risco de câncer do colo do útero e integra a mudança gradual do rastreamento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A presença do exame em 26 unidades da Federação não significa que todas as cidades ou unidades de saúde já o ofereçam. Segundo a pasta, o Espírito Santo ainda não iniciou a implantação; a entrega de materiais ao estado está prevista para 2026.
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O que os números mostram
O ministério registra 153 mil amostras coletadas no conjunto de 2025 e 2026. Desse total, 93 mil foram processadas em 2026, com 9.904 resultados positivos para HPV de alto risco. Coleta e processamento são etapas diferentes: os números não devem ser tratados como se representassem a mesma base de exames concluídos.
Um teste positivo para HPV de alto risco não confirma câncer. O resultado precisa ser interpretado pela equipe de saúde e pode exigir investigação e acompanhamento. A proporção observada entre as amostras processadas também não mede a prevalência do vírus na população brasileira.
Como ocorre o atendimento
A coleta é realizada por profissionais nas unidades básicas de saúde que integram a implantação. O protocolo também admite autocoleta em determinadas situações, após orientação profissional; isso não corresponde à oferta indiscriminada de um teste doméstico. Os kits utilizados são produzidos pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná, ligado à Fiocruz.
O Papanicolau continua disponível durante a transição para o novo método. A expansão anunciada não representa sua retirada imediata de toda a rede. A indicação do exame e a sequência do cuidado dependem do protocolo e da avaliação de cada situação pela equipe responsável.





















