
A Alphabet, controladora do Google, divulgou na quarta-feira (28) receita de US$ 127,6 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 25% em um ano. O crescimento conviveu com um fluxo de caixa livre negativo de US$ 9,065 bilhões, pressionado pelos investimentos em infraestrutura.
Caixa livre negativo não equivale a prejuízo contábil. A companhia registrou US$ 26,17 bilhões de lucro disponível aos acionistas de ações ordinárias no trimestre.
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De onde vem a pressão no caixa
Na reconciliação apresentada pela empresa, as operações geraram US$ 42,29 bilhões em caixa, enquanto compras de propriedades e equipamentos consumiram US$ 51,355 bilhões. A diferença resulta no indicador negativo, uma medida não GAAP definida pela própria companhia.
O caixa livre foi calculado depois dos investimentos em bens e equipamentos. Ele é diferente do fluxo operacional positivo e não corresponde ao saldo total disponível nas contas da Alphabet.
Nuvem cresce, publicidade frustra projeções
A receita do Google Cloud avançou 103%, para US$ 30,71 bilhões. A empresa atribui o desempenho à demanda por infraestrutura e soluções de inteligência artificial, além das vendas de sistemas com seus chips TPU.
Mesmo com a expansão, a receita total ficou abaixo da estimativa de US$ 128,2 bilhões compilada pela LSEG, segundo a Reuters. A publicidade arrecadou US$ 82,01 bilhões, ante expectativa de US$ 83,4 bilhões.
A receita da nuvem já integra o total consolidado de US$ 127,6 bilhões. Somar os dois números como receitas independentes duplicaria parte do faturamento.
A agência informou que as ações chegaram a cair cerca de 10% nas negociações após o fechamento do mercado na quarta. Esse movimento no pós-mercado é distinto da variação do pregão regular.
O balanço abrange julho a setembro. A Alphabet identifica os dados trimestrais como não auditados e adverte que projeções não garantem resultados futuros.





















