Tecnologia

Anatel aprova biometria para linhas de celular, com implantação gradual até 2028

Reconhecimento facial com prova de vida alcançará ativações, portabilidade e troca de chip. Suspensões de linhas não regularizadas estão previstas a partir de janeiro de 2029.

Prazos de biometria: novas linhas pré-pagas até 30 de setembro de 2027; pós-pago, portabilidade e troca de chip até 31 de dezembro de 2027; recadastro até 31 de dezembro de 2028. Suspensões a partir de janeiro de 2029, respeitadas notificações.
Prazos da biometria. Infográfico: Matutino.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou a exigência de validação biométrica para identificar usuários de telefonia móvel. O procedimento incluirá reconhecimento facial com prova de vida e comparação com bases biométricas preexistentes, públicas ou privadas. A regra foi divulgada na quarta-feira (28) e terá aplicação por etapas.

A medida abrange pessoas físicas e microempreendedores individuais. O objetivo declarado pela agência é dificultar a habilitação de números com informações falsas ou dados de terceiros.

Quando a exigência começa

Para novas linhas pré-pagas, as operadoras terão até 30 de setembro de 2027 para implantar o procedimento. Não se trata de uma obrigação de recadastrar todos os clientes imediatamente.

Novas ativações pós-pagas, portabilidade, troca de chip e alterações cadastrais ou contratuais solicitadas pelo consumidor terão prazo de implantação até 31 de dezembro de 2027.

Quem já tem linha ativa e ainda não passou pela validação deverá ser recadastrado até 31 de dezembro de 2028. Suspensões e cancelamentos por falta de regularização estão previstos a partir de janeiro de 2029, respeitadas notificações e os prazos da norma.

Atendimento e proteção de dados

A identificação deverá ser oferecida nos pontos de atendimento presencial e nos sites e aplicativos oficiais das prestadoras. A informação foi confirmada no comunicado da Anatel e na cobertura da Agência Estado.

A regra prevê procedimentos alternativos quando a validação biométrica não for possível. Também exige mecanismos de proteção das informações pessoais em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados.

A norma técnica foi desenvolvida no grupo de enfrentamento a fraudes e aprovada pelo Grupo Técnico de Suporte à Segurança Pública da agência.

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