
A Microsoft informou nesta quarta-feira (28) receita de US$ 92,3 bilhões no trimestre encerrado em 30 de setembro de 2026, alta de 19% sobre o mesmo período de um ano antes. O Azure cresceu 48% e faturou US$ 33,2 bilhões, conforme as tabelas do balanço.
Os números correspondem ao primeiro trimestre do ano fiscal de 2027 da Microsoft. O período apurado terminou em setembro de 2026; não são resultados de um trimestre de 2027 já transcorrido.
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O lucro líquido pelas normas contábeis americanas, chamadas GAAP, foi de US$ 36,6 bilhões. A versão ajustada, que exclui efeitos dos investimentos na OpenAI, ficou em US$ 36,4 bilhões. A própria empresa adverte que a medida ajustada não substitui o resultado contábil.
Nuvem e gastos com infraestrutura
A Reuters informou que o fluxo de caixa livre alcançou US$ 18,6 bilhões. Os investimentos de capital somaram US$ 45,2 bilhões, abaixo da previsão de US$ 50 bilhões da companhia. O vice-presidente de relações com investidores, Jonathan Neilson, atribuiu a diferença a atrasos em entregas de capacidade de terceiros.
Gastar menos que o previsto neste trimestre não equivale, por si só, a abandonar planos de infraestrutura. A explicação dada pela administração foi adiamento de entregas, e não uma revisão desses planos.
Expectativas para o próximo período
Segundo a Reuters, a empresa projetou crescimento de 49% a 50% para o Azure no trimestre seguinte e receita total entre US$ 96 bilhões e US$ 97,1 bilhões. São estimativas apresentadas pela companhia; a evolução efetiva da demanda ainda será apurada.
Microsoft Cloud e Azure não são receitas que possam ser simplesmente somadas. O Azure faz parte do conjunto de serviços de nuvem, cuja receita total foi de US$ 63,9 bilhões no período.
O balanço também mostra queda de 3% na receita de Devices and Consumer, segmento que reúne ofertas ao consumidor. Assim, a expansão dos negócios de nuvem não se repetiu de forma uniforme em todas as áreas da empresa.





















