
As circunstâncias das mortes na Operação Contenção continuam sem conclusão às vésperas de a ação completar um ano, segundo reportagem publicada pela Agência Brasil nesta terça-feira (27). A incursão policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio, ocorreu em 28 de outubro de 2025.
O balanço apresentado pela agência reúne 117 mortos que não eram policiais e cinco policiais. O quinto agente morreu em novembro, após permanecer internado. A polícia atribui as mortes de civis a confrontos; moradores e parentes relataram possíveis execuções e tortura.
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As versões conflitantes estão sob apuração. A existência de relatos ou indícios não substitui a conclusão pericial e a responsabilização individual pelo Judiciário.
O que está sendo analisado
À Agência Brasil, o promotor Fabio Correa informou que a investigação do Ministério Público ouviu 255 policiais, 61 pessoas presas e 45 familiares. O trabalho examina laudos e cerca de 4 mil horas de câmeras corporais. A ausência de perícia no local dificulta a reconstituição, segundo o promotor.
Em comunicado de 8 de outubro, o MPRJ registrou o recebimento, pela Justiça Militar, de três denúncias contra oito policiais por condutas como invasão de domicílio, furto e recusa de obediência. Também descreveu acusações de retirada ou obstrução de câmeras.
Esses processos tratam de condutas específicas e não equivalem a uma conclusão sobre todas as mortes da operação. Receber uma denúncia abre a fase judicial; não é condenação.
A Agência Brasil informou ter solicitado entrevistas às corporações e à Secretaria de Segurança: a PM declarou indisponibilidade, a PF disse não comentar investigações e Polícia Civil e secretaria não haviam respondido. Esses contatos foram feitos pela EBC, não pelo Matutino.





















