Saúde

PNI aponta mais de 3 milhões de adolescentes sem segunda dose contra dengue

Dados apresentados em encontro de imunização distinguem doses aplicadas de estoques; Qdenga tem esquema de duas doses.

Caixas térmicas de transporte de vacinas e profissionais durante o recebimento de doses contra dengue no Distrito Federal.
Recebimento de vacinas contra dengue na Rede de Frio do DF, em 08/02/2024. Foto de arquivo: Renato Alves/Agência Brasília, via Wikimedia Commons — CC BY 2.0. Não é registro da campanha ou do estoque de 2026. Origem; licença. Redimensionamento e recortes de exibição pelo WordPress.

Mais de 3 milhões de adolescentes que receberam a primeira dose da vacina contra dengue ainda precisam completar o esquema, segundo dados do diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, relatados pela Agência Brasil nesta segunda-feira (26).

Na 28ª Jornada Nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações, realizada na semana passada no Rio, Gatti apresentou 7,6 milhões de primeiras doses e 4,2 milhões de segundas doses administradas. O público da Qdenga no SUS é de 10 a 14 anos, com intervalo de três meses entre as aplicações.

O dado sobre esquemas incompletos exige atenção, mas a diferença entre os totais de primeiras e segundas doses, sozinha, não informa quantos adolescentes já ultrapassaram o intervalo recomendado.

Estoque não é vacinação realizada

Gatti também relatou quase 4 milhões de doses distribuídas aos municípios e ainda não aplicadas. Entrega, aplicação e conclusão do esquema são etapas diferentes. A Agência Brasil informa que o fornecimento para o público-alvo está garantido.

Para conferir o registro e a data da próxima aplicação, a família deve procurar o serviço de vacinação com a caderneta. A proteção não dispensa o combate ao mosquito.

Butantan e Qdenga são estratégias distintas

A UNA-SUS publicou em junho a suspensão temporária da estratégia com a Butantan-DV após sinais de segurança, mantendo a oferta da Qdenga. Na palestra recente, segundo a Agência Brasil, Gatti informou que a aplicação da vacina do Butantan continuava suspensa.

Ocorrências após a vacinação não demonstram, por si, que foram causadas pelo imunizante. A investigação de segurança e a estratégia com Qdenga não devem ser confundidas.

Como contexto de prevenção, levantamento do Ministério da Saúde divulgado em 7 de outubro apontou alerta ou risco de presença do Aedes em 49,2% dos 3.732 municípios participantes. A amostra não corresponde a todos os municípios do país nem mede a proporção de pessoas infectadas.

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