
O Irã mantém a troca indireta de mensagens com os Estados Unidos por meio de mediadores do Catar e condiciona a reabertura do estreito de Ormuz ao fim do bloqueio naval americano e ao atendimento de suas exigências, disse nesta segunda-feira (2) o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baghaei.
As condições foram apresentadas pelo governo iraniano. Não há anúncio de acordo fechado nem confirmação de que os Estados Unidos tenham aceitado a proposta.
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Segundo a Reuters, um funcionário informado sobre as negociações afirmou que representantes iranianos deixaram Doha no domingo (1º) e que um rascunho de proposta circula entre os envolvidos. A fonte disse à agência que uma nova reunião é possível e que a saída não ocorreu por dificuldades nas conversas; não detalhou o documento.
Troca por intermediários
Baghaei informou que o vice-chanceler Kazem Gharibabadi esteve em Doha para facilitar a troca de mensagens com Washington por intermédio do Catar. As declarações foram relatadas independentemente pela Reuters e pela agência Anadolu.
O plano iraniano, originalmente dividido em sete etapas, poderia ser executado em dois dias caso suas condições fossem atendidas, segundo a posição de Teerã. O prazo é uma possibilidade apresentada pelo Irã, não uma data confirmada para a reabertura.
A Reuters informou que a proposta inicial, apresentada em setembro, foi rejeitada pelo presidente americano Donald Trump. O texto que estaria circulando agora não foi disponibilizado publicamente nas fontes consultadas, e seus detalhes não puderam ser verificados.
Via marítima estratégica
Ormuz liga o golfo Pérsico ao golfo de Omã e é uma passagem relevante para o transporte de energia. A Associated Press informou que os ataques relatados contra navios comerciais no estreito aumentaram em outubro, em meio ao conflito entre os Estados Unidos e o Irã.
A diplomacia ocorre sob ameaça de nova escalada militar. Segundo a Reuters, Trump disse que os EUA não fariam novos ataques ao Irã antes das eleições legislativas americanas de terça-feira, mas não descartou ação posterior.
A imagem de satélite é de dezembro de 2018 e serve apenas para localizar a região; ela não mostra as condições atuais de navegação nem uma operação militar.





















