
Os Estados Unidos realizaram ataques contra alvos iranianos na região da ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, segundo autoridades americanas não identificadas ouvidas pela Reuters e pela Associated Press. A operação foi relatada na segunda-feira (2), no horário dos Estados Unidos.
Um dos oficiais disse à Reuters que os ataques pareciam limitados. Outro os descreveu como medidas defensivas contra iranianos que usavam mísseis terra-ar contra meios americanos. A Associated Press também atribuiu a um oficial americano a informação de ataques contra alvos iranianos no estreito.
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A caracterização de ação defensiva é dos oficiais citados. Os relatos disponíveis não estabelecem de forma independente a sequência completa dos acontecimentos nem permitem concluir que houve retomada de uma campanha militar ampla.
Explosões relatadas
Segundo a Reuters, a agência estatal iraniana IRNA havia informado explosões na ilha. A Associated Press também relatou que a televisão estatal do Irã registrou explosões em Qeshm. A Reuters disse que o Comando Central dos EUA não respondeu ao pedido de comentário.
O Wall Street Journal havia noticiado os ataques antes dos relatos das duas agências. Os informes citam autoridades sob condição de anonimato; o Matutino não consultou diretamente os responsáveis militares nem verificou no local os efeitos da operação.
Até as reportagens consultadas, não havia confirmação independente sobre danos ou vítimas. A ausência desses dados não prova que eles não existam.
Conversas e eleições
A notícia surgiu enquanto o Irã e os Estados Unidos mantinham contatos mediados pelo Catar sobre o conflito e a navegação em Ormuz. Antes dos relatos sobre os ataques, o vice-presidente americano, JD Vance, havia dito que o governo trabalharia por uma solução negociada, segundo a Associated Press.
O episódio ocorreu às vésperas da eleição de meio de mandato americana, marcada para 3 de novembro. A operação e as negociações têm desdobramentos ainda incertos.
Um relato de ataque localizado não confirma um acordo, o fim do conflito ou a extensão de futuras operações. Essas questões dependem de anúncios e verificações posteriores.
A imagem de satélite da NASA mostra a região em agosto de 2021. É um registro de arquivo e não documenta as explosões ou os ataques relatados agora.





















