
A presidência brasileira da COP30 apresentou nesta terça-feira (3), em Brasília, dois roteiros para orientar os países na transição energética e no combate à perda de florestas. André Corrêa do Lago, presidente da conferência, e Ana Toni, diretora-executiva, divulgaram os textos no escritório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
Os roteiros são recomendações da presidência da COP30. Não foram negociados como novos acordos e não criam obrigações para os países. Eles procuram indicar como colocar em prática compromissos já discutidos no sistema climático da ONU.
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Diagnóstico antes de definir prioridades
O roteiro de energia propõe que cada país avalie sua dependência dos combustíveis fósseis e sua capacidade de transição antes de escolher o que fazer primeiro. O índice apresentado no documento reúne indicadores sobre demanda, oferta e a economia como um todo. A proposta inclui uma agenda de cooperação até 2033 e prevê que o diálogo continue nas futuras conferências.
O texto recomenda proteger trabalhadores e comunidades e preservar o acesso a energia confiável e a preços acessíveis. Essas orientações precisam ser traduzidas em políticas nacionais, pois os países têm estruturas de produção, consumo e emprego diferentes.
Financiamento para proteger florestas
O segundo roteiro apresenta caminhos para deter e reverter o desmatamento e a degradação até 2030, com marcos indicativos e acompanhamento dos resultados. O documento sugere começar pelo diagnóstico das causas da perda de floresta e alinhar políticas, instituições e financiamento antes de executar as ações.
Entre as propostas estão melhorar os sistemas de monitoramento, ampliar a assistência técnica e combater o crime ambiental transnacional. O roteiro examina mecanismos existentes de financiamento, como pagamentos por resultados e o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, e aponta a dificuldade de ampliar o acesso a recursos para países e comunidades que conservam as florestas.





















