
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta terça-feira (3) que 33 pessoas morreram no ataque russo de segunda-feira (2) a uma escola usada para distribuir ajuda humanitária em Komyshuvakha, na região de Zaporizhzhia. O balanço foi apresentado em entrevista coletiva em Berlim, segundo a Reuters.
O número de 33 mortos é atribuído a Zelensky. As buscas continuavam, e o balanço permanecia sujeito a revisão; não há confirmação independente de todas as circunstâncias do ataque.
LEIA TAMBÉM
O presidente também disse que cerca de 50 pessoas poderiam continuar sob os escombros. Essa estimativa descreve pessoas possivelmente soterradas, e não um novo total de mortes confirmadas.
O que dizem os boletins
Em comunicado de 3 de novembro, o coordenador humanitário da ONU na Ucrânia, Matthias Schmale, condenou os ataques contra o local de distribuição de ajuda e o abrigo próximo.
O texto da ONU relata pelo menos 29 civis mortos e menciona, separadamente, a morte de dois socorristas e quatro policiais que atenderam ao primeiro ataque. Não apresenta uma conciliação com o balanço presidencial divulgado em Berlim.
Os comunicados consultados usam recortes diferentes para apresentar as vítimas. Seus números não constituem uma contagem comum e não devem ser somados como se fossem listas distintas e completas.
Em pronunciamento oficial de 2 de novembro, Zelensky havia explicado que a escola já não tinha aulas por estar perto da linha de frente. Segundo ele, o prédio e o abrigo eram utilizados para assistência humanitária.
Resgate e posição russa
A Reuters informou que equipes de resgate e policiais procuravam moradores sob os destroços. O Ministério da Defesa russo afirmou ter atingido unidades militares em áreas próximas de Komyshuvakha e de outras localidades da região; essa é a versão do ministério, não uma confirmação independente dos alvos.
Pessoas que procuram ajuda e equipes que trabalham no resgate precisam de proteção. O comunicado da ONU reafirma que civis e instalações de assistência humanitária devem ser respeitados e protegidos.
A fotografia é de um edifício residencial atingido em junho de 2026, na mesma localidade. Ela não registra o ataque de novembro.
Atualização em 3 de novembro: acrescentados o balanço de 33 mortos atribuído a Zelensky pela Reuters e o comunicado da ONU. A versão anterior registrava ao menos 31, segundo a autoridade regional.





















