
Partidos de oposição da Índia reuniram milhares de manifestantes em Nova Délhi neste domingo (1º) para protestar contra uma revisão das listas eleitorais e pedir a saída do chefe da comissão de eleições, Gyanesh Kumar. O relato do ato é da agência Associated Press (AP).
A oposição acusa a revisão de atingir eleitores elegíveis e favorecer o governo. A comissão eleitoral nega favorecimento partidário e afirma que o processo busca excluir registros duplicados ou inelegíveis.
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Mobilização na capital
Segundo a AP, integrantes da aliança de oposição INDIA e do movimento jovem Cockroach participaram da manifestação na área de Ramlila Maidan, com presença do líder oposicionista Rahul Gandhi. A agência informou que autoridades mobilizaram policiais e agentes paramilitares para a segurança.
Antes do ato, a Reuters registrou a presença de forças de segurança e veículos de controle de distúrbios nas proximidades e informou que a polícia previa desvios de trânsito. A expectativa de público divulgada previamente pela oposição não é uma contagem independente de participantes.
A fotografia acima é de 2018, em Shillong, e não mostra a manifestação deste domingo em Nova Délhi.
Revisão em disputa
Segundo a Reuters, mais de 130 milhões de registros foram retirados das listas no processo iniciado no ano passado; o total inclui pessoas falecidas, que mudaram de endereço e não localizadas. Esse número não representa uma contagem de eleitores elegíveis impedidos de votar.
Oposição e críticos sustentam que a revisão pode atingir desproporcionalmente minorias; a comissão eleitoral e o partido governista rejeitam a acusação. As alegações não constituem, por si, comprovação de manipulação eleitoral.
O portal oficial da comissão oferece serviços para consultar listas e solicitar inclusão ou correção cadastral. A Reuters informa que, segundo a comissão, pessoas retiradas indevidamente podem pedir novo registro.





















