
A pesquisadora Beth Simone Noveck, diretora do GovLab da Universidade Northeastern, propôs que órgãos públicos usem ferramentas de inteligência artificial para organizar contribuições de cidadãos. A conferência integrou um congresso sobre governança na Universidade Nacional Autônoma do México, entre 28 e 30 de outubro, e voltou à discussão em reportagem publicada neste sábado, 7 de novembro.
A proposta é agrupar relatos por assunto e encontrar demandas recorrentes em consultas ou ouvidorias. A escolha das prioridades permanece com as equipes responsáveis pelo serviço. Um conjunto de manifestações sobre transporte, por exemplo, pode conter problemas distintos de horário, trajeto ou acessibilidade.
LEIA TAMBÉM
O que precisa ser medido
Uma síntese útil depende de separar a frequência de um pedido da gravidade do problema. Um relato raro pode descrever uma barreira séria para quem depende de um serviço. Conferir uma amostra das classificações ajuda a identificar assuntos que o sistema agrupou de forma inadequada.
A apresentação descreveu usos possíveis da IA. A cobertura consultada não demonstrou ganho mensurado para os serviços brasileiros. Um órgão que adote a técnica precisaria indicar como verifica as sínteses e como leva as contribuições aos responsáveis pelas decisões.





















