IA

Pesquisadora propõe usar IA para organizar contribuições em consultas públicas

Beth Noveck apresentou a proposta em congresso no México. A abordagem põe a classificação de sugestões a serviço das equipes públicas.

Vista externa da Biblioteca Central da UNAM, na Cidade do México.
UNAM, arquivo · Andrea Juárez / CC BY-SA 4.0.

A pesquisadora Beth Simone Noveck, diretora do GovLab da Universidade Northeastern, propôs que órgãos públicos usem ferramentas de inteligência artificial para organizar contribuições de cidadãos. A conferência integrou um congresso sobre governança na Universidade Nacional Autônoma do México, entre 28 e 30 de outubro, e voltou à discussão em reportagem publicada neste sábado, 7 de novembro.

A proposta é agrupar relatos por assunto e encontrar demandas recorrentes em consultas ou ouvidorias. A escolha das prioridades permanece com as equipes responsáveis pelo serviço. Um conjunto de manifestações sobre transporte, por exemplo, pode conter problemas distintos de horário, trajeto ou acessibilidade.

O que precisa ser medido

Uma síntese útil depende de separar a frequência de um pedido da gravidade do problema. Um relato raro pode descrever uma barreira séria para quem depende de um serviço. Conferir uma amostra das classificações ajuda a identificar assuntos que o sistema agrupou de forma inadequada.

A apresentação descreveu usos possíveis da IA. A cobertura consultada não demonstrou ganho mensurado para os serviços brasileiros. Um órgão que adote a técnica precisaria indicar como verifica as sínteses e como leva as contribuições aos responsáveis pelas decisões.

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