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Bactéria do peixe-boi amazônico processa açúcar pouco aproveitado por micróbios

Pesquisa com 47 animais de duas espécies encontrou enzimas que podem orientar estudos de aproveitamento de biomassa.

Peixe-boi amazônico durante atividade de reintrodução em foto de arquivo.
Peixe-boi, arquivo · Matheus Lopes/ICMBioCMA / CC BY-SA 4.0.

Uma equipe coordenada pelo Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais identificou, no intestino do peixe-boi-da-amazônia, uma bactéria capaz de processar a epilactose. O achado é parte de um estudo sobre como a microbiota ajuda mamíferos aquáticos herbívoros a aproveitar sua alimentação. O artigo saiu em 2 de novembro na Nature Microbiology, segundo a Agência FAPESP.

O grupo analisou amostras de 36 peixes-boi-da-amazônia mantidos no Inpa, em Manaus, e de 11 peixes-boi-marinhos vinculados a um programa de reabilitação no Ceará. Os dados descrevem os animais amostrados e não indicam a frequência da bactéria em populações livres.

Onde a descoberta pode ser usada

A equipe descreveu uma enzima usada pela bactéria para aproveitar a epilactose. Outras enzimas do conjunto estudado participam da quebra de componentes das paredes celulares das plantas. O grupo vê nesse repertório possibilidades para pesquisar maneiras de processar resíduos vegetais.

Os resultados abrem hipóteses para testes biotecnológicos. A pesquisa não apresentou um produto pronto nem mediu benefícios à saúde humana. O trabalho teve apoio da FAPESP e contou com pesquisadores ligados a instituições brasileiras.

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