IA

Protesto contra expansão de data centers ocupa obra em Amsterdã

Mobilização ligada ao avanço da IA pede moratória de grandes projetos; polícia informou detenções por suspeita de invasão.

Servidores do NERSC, nos Estados Unidos, em 2011; arquivo, não é o canteiro de obras em Amsterdã.
Servidores, arquivo 2011 · Derrick Coetzee/CC0.

Manifestantes entraram nesta sexta-feira, 6 de novembro, em um canteiro de obras de um data center ligado à Microsoft, em Amsterdã. O ato integra a oposição de organizações europeias à expansão de grandes instalações que atendem computação em nuvem e inteligência artificial.

Mais de cem ativistas participaram da entrada no terreno, e alguns subiram em guindastes. A responsável pelo empreendimento é a Pure Data Centres.

A mobilização ocorreu em uma obra; não é um relato de interrupção dos serviços de um data center em funcionamento.

Ambiente e regras de expansão

A campanha Stop Dirty Data Centres pede uma moratória de grandes projetos até a adoção de regras que atendam preocupações sociais e ambientais. Organizadores anunciaram ações para sexta e sábado.

Os manifestantes questionam o uso de energia, água e espaço; isso não demonstra, por si só, o impacto específico deste empreendimento.

A polícia holandesa informou à noite ter detido entre 150 e 200 pessoas por suspeita de invasão de propriedade. O número é um balanço policial reportado na cobertura, não uma contagem própria.

A Microsoft afirmou respeitar manifestações pacíficas, mas rejeitou ações ilegais ou que coloquem pessoas em risco. A Pure pediu a saída dos manifestantes e diálogo.

Não foram obtidos dados técnicos que permitam quantificar o consumo ou o efeito ambiental desta obra.

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