
O mercado brasileiro de insumos agrícolas deve ter uma recuperação gradual em 2027, condicionada à situação financeira dos produtores. Projeção divulgada pelo Rabobank na quinta-feira (5) estima entregas de 46,6 milhões de toneladas de fertilizantes no próximo ano, após um período de compras pressionadas.
O volume é uma previsão de entregas comerciais, não uma medição de adubo já aplicado nem de produtividade das lavouras. Para 2026, o banco projeta 44,4 milhões de toneladas, queda de 9,6% na comparação anual.
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Caixa do produtor condiciona a retomada
A análise de Bruno Fonseca, do RaboResearch, relaciona a demanda aos custos de produção, às taxas de juros e ao serviço da dívida. Esses fatores reduzem a capacidade de financiar novas compras, mesmo quando há necessidade de reposição de insumos.
O cenário de melhora depende de condições financeiras e comerciais; não significa que os produtores já tenham recuperado suas margens. A avaliação aponta estabilização no ciclo dos grãos, com recuperação mais clara esperada para a safra 2027/28.
Defensivos e concorrência
O estudo estima que o mercado de defensivos, incluindo químicos e biológicos, alcance US$ 20,9 bilhões em 2027. A concorrência no setor e a disponibilidade de caixa nas propriedades também condicionam as vendas.
Valor de mercado em dólares e quantidade de fertilizantes em toneladas são indicadores diferentes e não podem ser somados como se medissem o mesmo resultado. As estimativas tampouco constituem lucro realizado ou garantia de rentabilidade para uma propriedade.





















