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Parlamento da Groenlândia aprova acordo de segurança com EUA e Dinamarca

Votação em segunda leitura aprova a adesão ao pacto de defesa de 1951; a etapa parlamentar dinamarquesa ainda está pendente.

Ilustração editorial de um edifício cívico na costa da Groenlândia, com o contorno da ilha e as bandeiras da Groenlândia, Dinamarca e Estados Unidos.
Ilustração editorial gerada por IA · Matutino, 03/11/2026

O Inatsisartut aprovou nesta terça-feira (3), em segunda leitura, a adesão da Groenlândia ao acordo de segurança firmado com os governos da Dinamarca e dos Estados Unidos. O texto modifica e complementa o pacto de defesa da ilha assinado em 1951.

O registro oficial do Parlamento da Groenlândia identifica a proposta como item 249 da pauta e a classifica como aprovada após a segunda leitura desta terça. A decisão documenta a aprovação parlamentar groenlandesa; não significa, por si só, que o acordo trilateral já esteja em vigor.

Como foi a votação

Reportagens da Associated Press e da Reuters informaram que 16 parlamentares votaram a favor, nenhum votou contra e sete se abstiveram. O registro parlamentar consultado confirma o resultado da etapa legislativa, embora a página pública não apresente o painel nominal da votação.

A aprovação em Nuuk é uma das etapas previstas no processo. A entrada em vigor depende da conclusão dos trâmites parlamentares necessários no Reino da Dinamarca, segundo o governo groenlandês e a documentação do acordo. A etapa dinamarquesa continua pendente.

O que prevê o acordo

O item votado trata da adesão da Groenlândia ao acordo que altera e complementa o entendimento de defesa assinado em 1951 entre Dinamarca e Estados Unidos. A pauta oficial descreve o instrumento como ligado à defesa da Groenlândia no âmbito do Tratado do Atlântico Norte.

O documento foi assinado em 22 de setembro por Donald Trump, pela primeira-ministra dinamarquesa Mette Frederiksen e pelo chefe do governo groenlandês Jens-Frederik Nielsen, durante a Assembleia Geral da ONU. Ao anunciá-lo, o governo da Groenlândia afirmou que o texto reconhece o direito de autodeterminação dos groenlandeses; Frederiksen declarou que a soberania e a integridade territorial do Reino da Dinamarca são respeitadas.

O acordo responde ao debate sobre segurança no Ártico e a presença militar na região. A votação desta terça autoriza a participação groenlandesa no instrumento, mas não conclui o procedimento necessário para que suas disposições passem a valer.

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