Economia

Inadimplência alcança 84,2 milhões de pessoas em setembro, aponta levantamento

Total registrado subiu ante agosto; relatório mais recente foi divulgado nesta segunda-feira, segundo reportagem.

Carteira, cartão genérico, calculadora e envelopes em ilustração editorial por inteligência artificial.
Crédito e orçamento. Ilustração por IA: Matutino.

O Brasil tinha 84,2 milhões de pessoas com dívidas negativadas em setembro, de acordo com levantamento da Serasa divulgado nesta segunda-feira (2) e relatado pelo UOL. Na comparação, a página da empresa consultada pelo Matutino registra 83,9 milhões em agosto.

O dado de setembro foi informado pelo UOL com base no levantamento da Serasa. A página pública do mapa consultada nesta edição ainda apresentava agosto como mês mais recente.

Valor das dívidas

Segundo a reportagem, os valores em atraso somavam R$ 597,4 bilhões em setembro, e a dívida média por pessoa negativada era de R$ 7.093,83. Os números se referem aos registros considerados pela empresa, e a média não descreve o valor devido por cada consumidor.

Ter uma dívida não é o mesmo que estar negativado: o levantamento apresentado reúne pessoas com débitos registrados como inadimplentes, conforme os critérios da base consultada.

O UOL informou, ainda com base nos dados da Serasa, que bancos e cartões representavam 27,16% das dívidas, seguidos pelas financeiras, com 20,66%, e por contas de água, luz e gás, com 20,32%. Os percentuais dizem respeito à composição das dívidas, não à proporção de pessoas que devem a cada setor.

Comparação com agosto

A diferença entre os totais arredondados de agosto e setembro é de aproximadamente 300 mil pessoas. A Serasa informou, na página de agosto, que aquele mês já registrava o maior número de negativados da série até então.

O crescimento entre os totais arredondados não mostra quantas pessoas passaram a dever pela primeira vez: há entradas e saídas dos cadastros ao longo do período.

Outros indicadores de inadimplência usam bases e critérios diferentes. Comparações entre levantamentos de instituições distintas exigem atenção ao período, ao público coberto e à definição de dívida em atraso.

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