
Um juiz federal da Califórnia rejeitou na quarta-feira (28) uma medida urgente com a qual o Departamento de Justiça dos Estados Unidos pretendia impedir a contagem ou separar votos de mais de 20 mil eleitores cuja cidadania o governo questiona. A decisão é de David O. Carter, do distrito central do estado, às vésperas das eleições legislativas de 3 de novembro.
A lista apresentada pelo governo não comprova que essas pessoas sejam estrangeiras nem que tenham votado ilegalmente. A suspeita sobre a cidadania é uma alegação da ação, e não uma conclusão judicial.
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Por que o pedido foi negado
Na decisão, Carter apontou problemas na confiabilidade do cruzamento de dados usado para identificar os eleitores. O magistrado afirmou que o governo não apresentou parâmetros suficientes para avaliar erros e demonstrar que a medida solicitada se justificava.
Também considerou o risco de atingir cidadãos habilitados, inclusive pessoas naturalizadas, e a dificuldade de implantar procedimentos novos quando a votação por correspondência já está em curso.
O indeferimento trata de uma ordem provisória. Não encerra o processo nem transforma em lícito um voto que venha a ser comprovadamente irregular.
Recurso e próximos passos
Segundo a Reuters, o Departamento de Justiça recorreu rapidamente ao tribunal federal de apelações do nono circuito. A notícia do recurso é atribuída à agência; esta reportagem conferiu diretamente a decisão que negou a medida urgente.
O número de nomes sob questionamento não equivale ao de votos irregulares depositados. O próprio governo não sabia quantos integrantes da lista já haviam enviado suas cédulas, segundo a reportagem.
A disputa envolve tanto a qualidade das informações apresentadas quanto os limites da intervenção federal nos procedimentos eleitorais estaduais. A eleição ainda será realizada; a decisão não antecipa seu resultado.





















