Tecnologia

Chip experimental separa luz sobreposta em feixes distintos

Pesquisadores de Stanford e do ISTA usaram fontes infravermelhas em laboratório. Microscopia e astronomia estão entre as aplicações a investigar.

Detalhe de uma lâmina de fosfeto de índio usada para fabricar circuitos fotônicos.
Lâmina fotônica, arquivo · JonathanMarks / CC BY-SA 4.0.

Um chip fotônico experimental desenvolvido por pesquisadores da Universidade Stanford e do Institute of Science and Technology Austria (ISTA) conseguiu separar componentes de uma mistura de luz. Os institutos divulgaram a pesquisa nos dias 2 e 3 de novembro. Stanford informa que o trabalho saiu em 30 de outubro na revista Nature Photonics.

No experimento, duas fontes de laser infravermelho alimentaram o chip. Um algoritmo ajustou o circuito para separar a mistura em saídas distintas. Segundo Stanford, o dispositivo também conseguiu separar a luz após a inclusão de um terceiro laser.

Por que separar a luz

O dispositivo explora a coerência espacial, que descreve a relação entre as ondas de luz em pontos diferentes. Os pesquisadores usaram essa relação para separar componentes que chegavam juntos ao chip.

Em uma imagem convencional, emissões de objetos muito próximos podem se sobrepor. A equipe vê espaço para investigar se uma separação feita antes da formação da imagem ajuda a distinguir sinais fracos.

Microscópios, telescópios e comunicações por satélite são aplicações discutidas pelos autores. A demonstração divulgada ocorreu em laboratório, com fontes controladas.

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