Saúde

Pediatras pedem atenção a privacidade e vínculos em brinquedos com IA

Alerta da SBP propõe avaliar coleta de dados, transparência e papel do produto na rotina infantil.

Brinquedo robótico com rodas e sensores sobre uma mesa
Brinquedo robótico fotografado em 19/02/2007. Foto de arquivo; não identifica um produto com IA avaliado no alerta da SBP. Crédito: Steve Jurvetson from Los Altos, USA / Wikimedia Commons — CC BY 2.0. Origem da fotografia. Condição de uso.

Brinquedos com inteligência artificial exigem atenção que vai além da indicação de idade na embalagem, afirma a Sociedade Brasileira de Pediatria. Em alerta divulgado em outubro, a entidade aborda produtos capazes de conversar, reconhecer vozes e simular relações de proximidade com crianças.

Entre as questões estão o destino de gravações e imagens, a identificação de quem opera o serviço e a possibilidade de acompanhamento pelos responsáveis. A SBP também chama atenção para a apresentação do brinquedo como amigo ou cuidador.

Um personagem que conversa pode criar expectativas de compreensão e confiança. Isso não o transforma em pessoa nem elimina a necessidade de mediação adulta.

A entidade recomenda examinar a utilidade do recurso, as informações coletadas e sua interferência na rotina. O alerta não demonstra que todo brinquedo eletrônico provoca o mesmo dano, e os efeitos de longo prazo de algumas aplicações ainda são incertos.

A avaliação precisa considerar o produto concreto, sua transparência e o contexto de uso. “Tem IA” não é, por si só, garantia de benefício educativo.

A reportagem da Agência Brasil de 21 de outubro apresenta as preocupações dos pediatras. O Matutino não realizou testes com produtos nem uma auditoria de suas políticas de dados.

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