Saúde

Estudo associa vacinação contra HPV à queda de consultas por lesões pré-cancerígenas

Análise de registros do SUS é observacional; redução de atendimentos não deve ser confundida com eficácia individual da vacina.

Aplicação de vacina contra HPV no braço
Vacinação contra HPV no Japão, em 28/05/2016. Foto de arquivo; não retrata participantes do estudo com registros do SUS. Crédito: melvil / Wikimedia Commons — CC BY-SA 4.0. Origem da fotografia. Condição de uso.

Uma análise de registros do SUS encontrou queda nas primeiras consultas por lesões pré-cancerígenas do colo do útero entre adolescentes após a introdução da vacinação contra HPV. O estudo foi relatado pela Agência Brasil em 19 de outubro e publicado na revista Human Vaccines & Immunotherapeutics.

Entre meninas de 15 a 19 anos, os atendimentos passaram de 603 em 2015 para 136 em 2023. A taxa informada caiu de 7,1 para 1,8 por 100 mil, medida diferente da contagem absoluta.

A comparação é observacional e considera dados agregados de atendimento. Não se trata de um ensaio que mediu a proteção de cada adolescente vacinada.

A pesquisa utilizou registros de diagnóstico e procedimentos do sistema de informação ambulatorial. Seus autores são ligados à farmacêutica MSD, vínculo relevante para a leitura dos resultados.

O padrão encontrado é compatível com efeitos esperados da prevenção, mas consultas também dependem de acesso, registro e procura pelos serviços.

A redução de consultas não significa desaparecimento do câncer nem permite transformar a variação percentual em uma medida de eficácia individual da vacina. A orientação sobre vacinação e rastreamento deve seguir as recomendações de saúde aplicáveis a cada faixa etária.

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