Saúde

Pesquisa com médicos de UTI aponta demanda por estrutura além de novos leitos

Questionário da AMIB e do CFM registra percepção dos profissionais; resultados não são um censo da qualidade hospitalar.

Leitos e monitor em ala de terapia intensiva do Hospital das Clínicas
Ala de UTI do Hospital das Clínicas, em São Paulo, em 23/03/2020. Foto de arquivo; a imagem não atribui ao hospital os problemas relatados na pesquisa. Crédito: Governo do Estado de São Paulo / Wikimedia Commons — CC BY 2.0. Origem da fotografia. Condição de uso.

Equipamentos, medicamentos e condições de trabalho precisam acompanhar a ampliação dos leitos de terapia intensiva, segundo avaliação de médicos apresentada em reportagem da Agência Brasil de 21 de outubro. O texto aborda uma pesquisa da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, em parceria com o Conselho Federal de Medicina.

O questionário ouviu 2.338 profissionais e examinou aspectos da estrutura disponível. Nas respostas relatadas, a parcela que considerou plenamente adequada a disponibilidade de medicamentos foi de 22,7% na rede pública e 57,7% na privada.

Os percentuais expressam a percepção dos participantes. Eles não autorizam concluir que toda UTI pública ou privada apresenta o mesmo padrão de atendimento.

A pesquisa reforça o debate sobre a combinação entre infraestrutura, insumos e equipes qualificadas. O número de leitos, sozinho, não descreve todos os recursos necessários ao cuidado de pacientes graves.

Um questionário com médicos não equivale a uma inspeção de todos os hospitais nem mede diretamente a mortalidade atribuível a cada deficiência.

A interpretação dos resultados exige considerar seleção da amostra e diferenças entre serviços. Os números apresentados aqui são atribuídos ao levantamento conforme a reportagem consultada; o Matutino não auditou as unidades.

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