Economia

Preços industriais sobem 1,54% em setembro; alimentos têm maior impacto

IPP acelera frente a agosto e acumula 4,34% em 12 meses. Indicador mede a saída da fábrica, sem impostos e fretes, e se refere a período anterior à eleição.

Instalações industriais da usina de açúcar São Martinho em fotografia de arquivo.
Usina São Martinho, no Brasil, em 20 de janeiro de 2011. Arquivo ilustrativo do setor açucareiro; não retrata a coleta do IPP de setembro de 2026. Foto: Elmschrat. Origem · CC BY-SA 3.0. Cores e proporções preservadas.

O custo dos produtos na saída das indústrias brasileiras voltou a avançar em setembro. O Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (27), subiu 1,54% na comparação com agosto, quando havia registrado alta de 0,34%.

O resultado elevou a variação acumulada em 2026 para 5,04% e a de 12 meses para 4,34%. Dezesseis das 24 atividades pesquisadas tiveram aumento de preços na passagem de agosto para setembro; no mês anterior, eram 13.

Esses preços são de setembro, antes dos dois turnos da eleição presidencial de outubro. O levantamento não mede uma reação industrial ao resultado das urnas ou às oscilações cambiais dos últimos dias.

Alimentos pesam mais; extração tem maior alta

A fabricação de alimentos subiu 2,40% e respondeu por 0,58 ponto percentual da alta total de 1,54%. A contribuição foi a maior entre os setores. O IBGE destaca derivados da soja e da cana-de-açúcar na composição desse movimento.

A maior variação de preços, porém, ocorreu nas indústrias extrativas: 11,04%. O segmento contribuiu com 0,47 ponto para o índice geral. Refino de petróleo e biocombustíveis avançou 4,88%, com contribuição de 0,46 ponto.

Portanto, maior percentual de alta e maior impacto no resultado não são a mesma coisa. A contribuição depende também do peso de cada atividade na estrutura do indicador.

O que o índice mostra

Entre as grandes categorias, bens intermediários tiveram aumento de 1,94%, bens de consumo, de 1,18%, e bens de capital, de 0,62%. Os intermediários representam mais da metade do peso do IPP e contribuíram com 1,04 ponto percentual para a variação do mês.

O IPP acompanha os preços recebidos pelos produtores, sem impostos e fretes. Ele é diferente da inflação paga pelas famílias e não implica repasse automático, integral ou imediato ao consumidor.

A pesquisa abrange as indústrias extrativas e de transformação. Os números da próxima referência, outubro, têm divulgação prevista para 26 de novembro, conforme o calendário informado pelo IBGE.

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