Economia

Leilão de transmissão prevê R$ 8,9 bilhões para rede em sete estados

Sessão está marcada para 10h na B3; os valores, empregos e obras citados nos documentos oficiais são estimativas, e o resultado ainda não foi divulgado.

Torre de transmissão vista de baixo em fotografia de 2018; imagem de arquivo, não representa obra do leilão ANEEL 4/2026.
Torre de transmissão em foto de arquivo, 2018. NREL · domínio público.

O leilão de transmissão de energia nº 4/2026 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) está marcado para esta sexta-feira (30), às 10h, na B3, em São Paulo. Os projetos oferecidos têm investimento estimado em R$ 8,9 bilhões e abrangem sete estados.

O valor é uma estimativa para os empreendimentos previstos no certame. A licitação ainda não informa, por si só, quanto será efetivamente investido nem quais propostas sairão vencedoras.

Linhas e subestações

O edital reúne 1.866 quilômetros de novas linhas e seccionamentos, prevê a continuidade operacional de outros 483 quilômetros de linhas existentes e amplia a capacidade de transformação nas subestações. Os projetos estão distribuídos por Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rondônia e São Paulo.

O Ministério de Minas e Energia estima cerca de 20,3 mil empregos durante a implantação. Esse número também é uma projeção oficial, não um total de postos já criados. A ANEEL estima que os prazos para entrada em operação variem de 42 a 60 meses após a assinatura dos contratos de concessão, cuja duração prevista é de 30 anos.

Os empreendimentos têm como objetivos ampliar o atendimento ao consumo, escoar geração elétrica e reforçar a segurança do Sistema Interligado Nacional; a entrada de cada instalação depende do resultado da disputa e da execução contratual.

Onde ficam os investimentos

As fichas do certame distribuem os projetos entre reforços regionais e conexões de linhas. A ANEEL e o MME indicam que parte das obras atenderá áreas da Bahia e da Paraíba, enquanto o maior conjunto previsto envolve Mato Grosso do Sul, Goiás e Paraná, com passagem por São Paulo. Há ainda instalações na subestação Coletora Porto Velho, em Rondônia.

Os documentos oficiais diferem na apresentação da quantidade de lotes: por isso, esta notícia não usa esse número e se limita às informações convergentes sobre estados, extensão e investimento estimado.

O resultado da sessão deverá confirmar quais propostas foram aceitas e os valores contratados. Até a divulgação oficial, não se deve tratar a estimativa total como investimento adjudicado.

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