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Jason Miller afirma ter providenciado jato usado por Flávio na viagem aos EUA

Miller disse ter organizado o transporte aéreo de 28 de outubro. O relato do proprietário da empresa de fretamento não identifica quem contratou ou pagou o serviço.

Ilustração editorial por IA de um jato genérico em pintura estilizada; não representa aeronave, voo, passageiro ou local reais.
Jato genérico. Ilustração por IA; não retrata o voo. Matutino, 30/10.

Jason Miller, assessor de comunicação da Casa Branca, afirmou ao Metrópoles que providenciou o jato usado pelo senador Flávio Bolsonaro e familiares na viagem da Argentina aos Estados Unidos, em 28 de outubro. A declaração foi publicada na quinta-feira (29), em entrevista aos repórteres do veículo.

O relato atribui a Miller a organização do transporte aéreo. A informação não demonstra, por si só, quem pagou o fretamento, qual empresa fez o pagamento ou se houve alguma irregularidade.

A reportagem não publicou contrato, recibo ou outro documento que detalhasse a contratação; a informação sobre a participação de Miller está atribuída ao que ele declarou ao veículo.

Relato sobre o intermediário

Em entrevista à AFP publicada pelo UOL, o proprietário da empresa argentina Baires Fly disse que o fretamento foi organizado por um intermediário baseado nos Estados Unidos e que o pagamento saiu de uma empresa norte-americana para uma conta na Argentina. O empresário não identificou o intermediário nem disse saber quem foi o contratante final.

O depoimento do proprietário não identifica o intermediário como Miller. Por isso, ele não confirma de forma independente quem fez a contratação ou assumiu o custo da viagem.

O que as informações disponíveis mostram

A Reuters publicou uma cronologia do deslocamento do senador, com base em registros de voo e declarações oficiais. Esse material ajuda a descrever o trajeto, mas não identifica a pessoa que providenciou ou pagou o fretamento.

As informações sobre a viagem, o fretamento e o pagamento têm alcances diferentes: o trajeto não prova a contratação, e a referência a um intermediário não revela quem foi o contratante final.

O Metrópoles também relatou, com atribuição ao New York Times, aspectos da entrada temporária de Flávio nos Estados Unidos. A Casa Branca remeteu perguntas às declarações públicas de Donald Trump. Esses pontos são distintos da afirmação de Miller sobre a aeronave e não esclarecem o pagamento do serviço.

Até esta checagem, o material consultado não permite afirmar quem foi o beneficiário final do pagamento, o valor do fretamento ou a existência de uma violação legal. A informação central segue apresentada como uma declaração atribuída a Miller.

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