Economia

Investimento estrangeiro em informação e comunicação chega a US$ 5,6 bilhões no ano

Montante entre janeiro e setembro ficou 8,1% acima do registrado no mesmo período de 2025, segundo levantamento do Ministério das Comunicações.

Fileiras de equipamentos em um centro de dados, em fotografia de arquivo.
Centro de dados, em 2015. Carl Lender · CC BY 2.0.

Os investimentos estrangeiros no setor brasileiro de informação e comunicação somaram US$ 5,607 bilhões de janeiro a setembro de 2026, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (30) pelo Ministério das Comunicações com base em dados do Banco Central. O valor supera os US$ 5,188 bilhões registrados nos mesmos meses de 2025.

Na comparação entre os dois períodos de nove meses, a alta foi de 8,1%, de acordo com o ministério. A pasta afirma que o resultado é o maior da série para esse intervalo do ano.

O levantamento reúne atividades ligadas a telecomunicações, computação e serviços de informação. O comunicado não detalha quais empresas receberam recursos nem quanto coube a cada segmento. Também não apresenta a tabela completa do Banco Central ou informa o início da série histórica considerada.

Comparação com anos anteriores

O ministério informou que o total de janeiro a setembro foi de US$ 4,994 bilhões em 2024, US$ 4,285 bilhões em 2023 e US$ 3,363 bilhões em 2022. Esses números se referem ao mesmo intervalo de meses, não ao resultado fechado de cada ano.

O volume divulgado é um agregado para o setor: ele não informa, por si só, quanto foi aplicado especificamente em redes móveis, fibra óptica ou centros de dados.

A diferença entre os valores de 2025 e 2026 é de cerca de US$ 419 milhões. A comparação foi feita em dólares correntes; o comunicado não apresenta uma medida ajustada pela inflação nem uma estimativa de empregos gerados pelos investimentos.

O que o dado mostra

Redes de comunicação, serviços digitais e infraestrutura de processamento de dados integram a economia da informação. A entrada de recursos externos pode ocorrer em empresas de atividades diferentes; o total divulgado não discrimina projetos individuais.

O levantamento foi apresentado pela pasta a partir de dados do Banco Central. Sem a série completa e a decomposição dos investimentos no comunicado, não é possível identificar quais operações ou empresas explicam a alta.

A fotografia que ilustra esta notícia é de arquivo e mostra equipamentos de um centro de dados em 2015. Ela não representa um empreendimento mencionado no levantamento.

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