
O trecho do Pacífico equatorial conhecido como Niño 3.4 registrou em outubro de 2026 a maior anomalia de temperatura da superfície do mar já medida para esse mês, segundo balanço publicado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em 3 de novembro. O desvio médio mensal foi de 2,47 °C acima do valor de referência.
O recorde é específico para outubro e para a região Niño 3.4, usada no acompanhamento do El Niño. O instituto classificou o episódio como muito forte. Em outra faixa do Pacífico, chamada Niño 3, o desvio médio mensal chegou a 3,56 °C, em uma área diferente da usada para a comparação principal.
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Por que os números não são iguais
A média mensal e o dado de uma semana respondem a perguntas diferentes. Na última semana de outubro, o desvio de Niño 3.4 chegou a 2,5 °C, segundo o mesmo informe. O registro semanal não substitui a média que define o recorde mensal.
A imagem de satélite da Nasa nesta página representa a altura da superfície do Pacífico em 12 de outubro. Áreas de nível acima da média são um sinal associado ao El Niño. A visualização usa outra variável e não representa a medição de temperatura do Inmet.
O que muda para o Brasil
O aquecimento do Pacífico altera a circulação atmosférica e pode mudar as probabilidades de chuva e calor no Brasil. O efeito depende da região, da época e das condições locais. Nos Estados Unidos, o boletim de outubro do Centro de Previsão Climática indicava que o episódio poderia permanecer forte ou muito forte até o trimestre de janeiro a março, uma projeção distinta das observações já registradas.





















