
Os governos de dez países condenaram na sexta-feira, 6 de novembro, a sentença de dez anos de prisão imposta ao ativista pró-democracia Joshua Wong em Hong Kong. A decisão judicial havia sido anunciada na quinta-feira, dia 5.
Os signatários pediram que Hong Kong e a China respeitem as liberdades previstas na Declaração Conjunta Sino-Britânica de 1984. Assinam o texto Alemanha, Austrália, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Nova Zelândia, Países Baixos e Reino Unido.
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Uma segunda condenação
Wong se declarou culpado de conspiração para atuar com forças estrangeiras contra a segurança nacional, segundo o governo de Hong Kong e a Associated Press. A acusação trata de articulação por sanções internacionais. O ativista já cumpria pena em um processo distinto, por conspiração para subversão.
Segundo a emissora pública RTHK, pouco mais de dois meses do novo período correrão ao mesmo tempo que o restante da pena anterior. A decisão prolonga a prisão que, antes do segundo processo, deveria terminar em janeiro de 2027.
As posições dos governos
Os dez governos disseram que a lei de segurança nacional tem sido usada contra a participação política. Já o secretário de Segurança de Hong Kong defendeu a pena com base na gravidade que o tribunal atribuiu à conduta.
A lei foi imposta por Pequim em 2020, após a onda de protestos do ano anterior. Wong já era conhecido pelo papel no movimento de 2014 que ficou marcado pela ocupação de vias na cidade.





















