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Jaenada relata uso pontual de IA em romance vencedor do Goncourt

Declaração foi feita na quarta-feira, após prêmio de terça; autor diz ter usado a ferramenta três vezes e defende preservar o trabalho humano.

Ilustração editorial por IA: Livros sem inscrições em mesa de biblioteca, um aberto mostrando páginas sem texto legível e luz de janela; literatura em português, sem capas copiadas, nomes de autores ou troféus inventados.
Literatura · Ilustração por IA: Matutino, 29/10/2026.

O escritor francês Philippe Jaenada relatou, em entrevista na quarta-feira (4), ter usado inteligência artificial três vezes durante a preparação de L’Inconnue du quai de Javel. O livro recebeu o prêmio Goncourt na terça-feira (3).

O relato descreve usos pontuais e não uma afirmação de que o romance inteiro tenha sido produzido por IA. Jaenada disse ter incluído uma frase gerada por ChatGPT para provocar uma brincadeira com os leitores.

O autor também mencionou consultas para pesquisas e uma passagem em que ironiza respostas inadequadas da ferramenta a uma questão técnica. Ele defende que os escritores aprendam a lidar com a tecnologia, preservando seu papel criativo.

A entrevista é de 4 de novembro; a circulação do assunto em novas reportagens não muda a data da declaração. A discussão envolve transparência sobre a participação das ferramentas no processo de escrita.

Uma leitura crítica publicada na mesma quarta-feira observa que o uso de IA já é mencionado no próprio romance, nas páginas 237 a 240. Esse registro impede tratar a entrevista simplesmente como revelação de uma prática antes escondida.

Relatar o uso de uma ferramenta e concluir que ela substituiu a autoria humana são afirmações diferentes. A extensão da participação descrita pelo escritor deve ser preservada ao discutir o caso; a ilustração não reproduz páginas ou a capa do romance.

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