
O escritor francês Philippe Jaenada relatou, em entrevista na quarta-feira (4), ter usado inteligência artificial três vezes durante a preparação de L’Inconnue du quai de Javel. O livro recebeu o prêmio Goncourt na terça-feira (3).
O relato descreve usos pontuais e não uma afirmação de que o romance inteiro tenha sido produzido por IA. Jaenada disse ter incluído uma frase gerada por ChatGPT para provocar uma brincadeira com os leitores.
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O autor também mencionou consultas para pesquisas e uma passagem em que ironiza respostas inadequadas da ferramenta a uma questão técnica. Ele defende que os escritores aprendam a lidar com a tecnologia, preservando seu papel criativo.
A entrevista é de 4 de novembro; a circulação do assunto em novas reportagens não muda a data da declaração. A discussão envolve transparência sobre a participação das ferramentas no processo de escrita.
Uma leitura crítica publicada na mesma quarta-feira observa que o uso de IA já é mencionado no próprio romance, nas páginas 237 a 240. Esse registro impede tratar a entrevista simplesmente como revelação de uma prática antes escondida.
Relatar o uso de uma ferramenta e concluir que ela substituiu a autoria humana são afirmações diferentes. A extensão da participação descrita pelo escritor deve ser preservada ao discutir o caso; a ilustração não reproduz páginas ou a capa do romance.





















