Economia

Construção chega a 3,15 milhões de empregos formais, aponta balanço

Compilação da CBIC apresentada nesta quinta trata do estoque de agosto. Recorde é delimitado à série do Novo Caged, iniciada em 2020.

Ilustração editorial por IA de canteiro genérico, com capacete, prancheta e prédio em construção.
Construção civil. Ilustração por IA: Matutino.

A construção civil encerrou agosto com 3,15 milhões de trabalhadores com carteira assinada, segundo compilação da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apresentada nesta quinta-feira (29). Os dados foram relatados por Circe Bonatelli, do Estadão Conteúdo, em reportagem publicada pela CNN Brasil.

O número descreve o estoque de vínculos formais em agosto, não 3,15 milhões de contratações novas em outubro. A divulgação do balanço e o período dos dados são diferentes.

Conforme a reportagem, o total ficou 3% acima de agosto de 2025 e representa o maior nível da série do Novo Caged, iniciada em janeiro de 2020. O recorte não autoriza afirmar um recorde em toda a história do trabalho no setor.

Saldo de vagas no ano

De janeiro a agosto, o saldo informado foi de 200,4 mil postos. Infraestrutura respondeu por cerca de 79 mil, construção de edifícios por 66,5 mil e serviços especializados por 54,8 mil.

Os valores por segmento estão arredondados. São saldos de emprego, e não a contagem de todas as admissões ocorridas no período.

A remuneração média de entrada indicada foi de R$ 2.642,46. Esse valor se refere aos novos contratados e não deve ser confundido com o salário médio de todo o estoque de trabalhadores da construção.

Projeção é outra medida

A CBIC manteve a previsão de crescimento de 1,2% para o PIB da construção em 2026, segundo a mesma cobertura. A projeção não é um resultado anual já fechado.

A entidade reúne empresas do setor. Suas avaliações sobre juros e custos expressam a perspectiva patronal; a leitura dos indicadores exige separar resultados registrados de expectativas.

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