
A Petrobras informou na quarta-feira (28) que sua produção própria de petróleo e gás atingiu um recorde no terceiro trimestre de 2026. A média foi de 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia, avanço de 11,7% sobre o mesmo período de 2025 e de 5,3% em relação ao segundo trimestre deste ano.
O indicador reúne petróleo, líquidos de gás natural e gás convertido em uma unidade energética comum. Não significa que a companhia extraiu 3,512 milhões de barris de petróleo bruto por dia.
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O que impulsionou o resultado
Segundo a empresa, contribuíram a ampliação gradual da produção das plataformas P-78 e P-79, em Búzios, o desempenho do FPSO Alexandre de Gusmão, em Mero, e menores perdas em paradas de manutenção. Doze novos poços produtores entraram em operação: seis na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos.
A produção própria no pré-sal chegou a 2,96 milhões de barris equivalentes por dia. Já o total operado pela Petrobras alcançou 5,08 milhões, considerando também a participação de outras empresas nos projetos.
Produção própria e produção operada são medidas diferentes. O total operado inclui os sócios e não deve ser somado à parcela da Petrobras como se fossem volumes adicionais independentes.
Produção não é lucro
O relatório descreve o desempenho operacional de julho a setembro. Não substitui o balanço financeiro nem permite concluir, por esses volumes, quanto a empresa ganhou: receitas e resultados dependem também de preços, custos e outros fatores.
A Petrobras informa que os dados operacionais apresentados não foram auditados por auditor independente. Previsões para os próximos trimestres também devem ser separadas dos volumes já produzidos.
A companhia mantém a expectativa de entrada das plataformas P-80 e P-82 em 2027. São projetos futuros, e não unidades que expliquem a produção já realizada no trimestre divulgado.





















