
O custo dos produtos na saída das indústrias brasileiras voltou a avançar em setembro. O Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado pelo IBGE nesta terça-feira (27), subiu 1,54% na comparação com agosto, quando havia registrado alta de 0,34%.
O resultado elevou a variação acumulada em 2026 para 5,04% e a de 12 meses para 4,34%. Dezesseis das 24 atividades pesquisadas tiveram aumento de preços na passagem de agosto para setembro; no mês anterior, eram 13.
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Esses preços são de setembro, antes dos dois turnos da eleição presidencial de outubro. O levantamento não mede uma reação industrial ao resultado das urnas ou às oscilações cambiais dos últimos dias.
Alimentos pesam mais; extração tem maior alta
A fabricação de alimentos subiu 2,40% e respondeu por 0,58 ponto percentual da alta total de 1,54%. A contribuição foi a maior entre os setores. O IBGE destaca derivados da soja e da cana-de-açúcar na composição desse movimento.
A maior variação de preços, porém, ocorreu nas indústrias extrativas: 11,04%. O segmento contribuiu com 0,47 ponto para o índice geral. Refino de petróleo e biocombustíveis avançou 4,88%, com contribuição de 0,46 ponto.
Portanto, maior percentual de alta e maior impacto no resultado não são a mesma coisa. A contribuição depende também do peso de cada atividade na estrutura do indicador.
O que o índice mostra
Entre as grandes categorias, bens intermediários tiveram aumento de 1,94%, bens de consumo, de 1,18%, e bens de capital, de 0,62%. Os intermediários representam mais da metade do peso do IPP e contribuíram com 1,04 ponto percentual para a variação do mês.
O IPP acompanha os preços recebidos pelos produtores, sem impostos e fretes. Ele é diferente da inflação paga pelas famílias e não implica repasse automático, integral ou imediato ao consumidor.
A pesquisa abrange as indústrias extrativas e de transformação. Os números da próxima referência, outubro, têm divulgação prevista para 26 de novembro, conforme o calendário informado pelo IBGE.





















