Mundo

Netanyahu pede governo de direita; Eisenkot cobra sua saída após eleição sem maioria clara

Reuters relata declarações dos adversários e projeções abaixo das 61 cadeiras necessárias. Contagem continua; boca de urna não define o próximo governo.

Benjamin Netanyahu em retrato durante visita ao Pentágono, em fotografia de arquivo.
Benjamin Netanyahu no Pentágono, em 5/2/2025. Arquivo: Madelyn Keech/Força Aérea dos EUA — domínio público nos EUA. Recorte disponibilizado pelo Wikimedia Commons; não retrata a votação de 27/10/2026. Origem. Licença.

Benjamin Netanyahu defendeu a formação de um governo de direita, enquanto seu principal adversário, Gadi Eisenkot, pediu que ele deixasse a política após a eleição parlamentar de Israel. A Reuters relatou as declarações nesta quarta-feira (28), no horário israelense, ainda na noite de terça-feira (27) no Brasil.

Os discursos vieram depois de pesquisas de boca de urna que deixaram os dois campos sem caminho claro para uma maioria. Segundo a agência, nenhum dos dois declarou vitória.

Eisenkot afirmou que os eleitores rejeitaram a permanência do premiê. A declaração expressa a avaliação do opositor: a apuração ainda estava em andamento, e as projeções não eram o resultado oficial nem comprovavam uma maioria para seu próprio bloco.

O que indicavam as pesquisas

Na atualização da Reuters publicada às 2h48 UTC — 23h48 de Brasília —, as sondagens de Kan 11 e Canal 13 projetavam empate em 51 cadeiras para cada campo. O Canal 12 dava 52 ao bloco liderado pelo Likud e 49 ao adversário.

O Knesset tem 120 lugares, e uma maioria exige 61. Os totais restantes envolvem partidos fora dos dois campos principais. Partidos árabes podem influenciar a formação do governo, mas a agência relata que Eisenkot praticamente descartou uma coalizão com eles.

Cada projeção pertence a uma pesquisa diferente. Seus números não devem ser misturados para montar uma maioria, e nenhum dos cenários citados garante um novo governo.

Negociações e tensão sobre segurança

Netanyahu vinculou seu discurso à segurança de Israel e à possibilidade de nova ação conjunta com os Estados Unidos contra o Irã. Eisenkot advertiu contra o uso da segurança para fins políticos. As declarações foram relatadas pela Reuters; não constituem anúncio de uma operação militar.

A agência informa que o resultado final era esperado para quinta ou sexta-feira, 29 ou 30 de outubro. Se o impasse persistir, as negociações podem se prolongar e Netanyahu pode permanecer como premiê interino.

A participação informada pela Reuters, com atribuição à Comissão Eleitoral, foi de 77,7%. O Matutino não obteve o resultado oficial final. A atualização acrescenta os discursos e as projeções posteriores à votação, preservando a publicação original e a URL.

Últimas

Em perspectiva

Mais notícias