
A Anistia Internacional anunciou que levará à Comissão Interamericana de Direitos Humanos e à ONU os ataques do presidente da Argentina, Javier Milei, a jornalistas que acompanharam o caso da criptomoeda Libra. O comunicado da organização é de segunda-feira (26) e foi repercutido nesta terça (27) pela Agência Brasil.
A entidade diz que o presidente mencionou nominalmente cinco profissionais em discurso na Fundação Faro e usou uma referência a queimá-los em uma fogueira. Para a organização, a manifestação amplia o risco de intimidação e ameaça a liberdade de imprensa.
LEIA TAMBÉM
O anúncio de uma denúncia é uma iniciativa da organização. As fontes consultadas não apresentam protocolo concluído dessa nova representação, decisão da ONU ou julgamento internacional contra Milei.
Crítica é atribuída à organização
Mariela Belski, diretora executiva da Anistia na Argentina, afirma no comunicado que autoridades têm responsabilidade reforçada na proteção de jornalistas. A avaliação de que o discurso contribui para um ambiente intimidatório é da entidade, não uma conclusão judicial.
Segundo a Agência Brasil, Milei classificou a cobertura do caso Libra como uma operação política e midiática destinada a atingir seu governo. A agência também relatou a intenção de entidades de trabalhadores da imprensa de se somar à representação.
Dados e procedimentos diferentes
A Anistia cita um monitoramento do Fórum de Jornalismo Argentino que registrou 278 ataques a jornalistas em 2025. O dado é atribuído ao levantamento citado pela organização; o Matutino não auditou cada ocorrência nem consultou todos os registros individuais.
A audiência sobre liberdade de expressão realizada na CIDH em novembro de 2025 é um procedimento anterior. Ela não comprova que a nova denúncia anunciada nesta semana já tenha sido recebida ou julgada.





















