Brasil

Ministro compara emissões evitadas por queda do desmatamento às do Japão

Capobianco fez a estimativa em entrevista nesta quarta. A comparação não significa retirada de carbono da atmosfera nem compensa automaticamente outras emissões.

Vista aérea da floresta e de um curso de água na região do Rio Negro, perto de Manaus, em 2005.
Floresta na região da APA Margem Esquerda do Rio Negro, em fotografia de 31/07/2005. Arquivo: não é imagem de monitoramento de 2026 nem comprovação da estimativa de emissões. Foto: James Martins/Wikimedia Commons, CC BY 3.0; cores preservadas. Origem · Condições de uso.

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou nesta quarta-feira (28) que a redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado evitou emissões equivalentes às do Japão em um ano. A declaração foi dada ao programa Bom Dia, Ministro e relatada pela Agência Brasil.

Ele retomou dados do Prodes divulgados em 16 de outubro e associou o resultado à fiscalização e ao combate a atividades ilegais. A entrevista acrescenta a comparação climática a indicadores que já haviam sido anunciados.

A equivalência com o Japão é uma estimativa atribuída ao ministro. A reportagem consultada não detalha todos os parâmetros do cálculo, que não foi reproduzido de forma independente pelo Matutino.

Emissões evitadas representam uma comparação com o que seria emitido em outro cenário de desmatamento. Não são sinônimo de retirada da mesma quantidade de carbono que já está na atmosfera.

A queda do desmatamento também não permite concluir, isoladamente, que houve neutralização de emissões de queimadas, energia ou outros setores. São medidas diferentes, que exigem dados próprios.

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