Política

Marinho critica ministros do STF e fala em “golpe judiciário” no dia da votação

Senador do PL publicou crítica às 17h31, após decisão de Zanin de ampliar o horário até as 19h. O post não cita ministro nem processo específico; as expressões são uma avaliação do parlamentar.

Rogério Marinho fala a jornalistas no Senado em fotografia de arquivo.
Rogério Marinho em entrevista em 14/09/2026. Foto de arquivo: Ton Molina/Agência Senado — CC BY-SA 4.0. Não é registro deste domingo. Origem da fotografia. Condição de uso.

O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou a atuação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em publicação no X às 17h31 deste domingo (25), dia do segundo turno. O parlamentar afirmou esperar que não prospere o que chamou de “golpe judiciário” ou “chicana administrativa”.

A mensagem foi publicada depois da decisão do ministro Cristiano Zanin de prorrogar o recebimento de votos até as 19h de Brasília. No texto do post, porém, Marinho não menciona Zanin pelo nome nem identifica um processo ou uma providência específica.

As expressões usadas por Marinho são uma avaliação política do senador. A publicação não apresenta elementos que permitam tratar a acusação de “golpe judiciário” como fato comprovado.

O que o senador escreveu

Ao criticar o “nível de intervenção” de alguns ministros, Marinho pediu que o bom senso prevalecesse. A mensagem termina com um apelo “pelo bem da democracia”. O texto original está disponível no perfil do parlamentar no X e foi conferido por meio do serviço público de incorporação da plataforma.

A decisão e o atendimento nas seções

Na Reclamação 101.673/BA, Zanin determinou a extensão por duas horas do horário de recebimento dos votos em todo o país, atribuindo ao TSE o cumprimento da ordem. A decisão relata alegações de insuficiência de transporte público em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, apresentadas pela coligação de Lula.

O comando inicial nacional não resolve, sozinho, a situação dos equipamentos cujo procedimento de votação já havia terminado. Em reportagem das 17h48, o G1 informou que urnas já encerradas não podem ser reabertas.

É necessário separar a crítica de um parlamentar, o conteúdo de uma decisão judicial e as condições de atendimento em cada seção. A prorrogação não autoriza afirmar que uma urna já encerrada voltou a receber votos.

O acompanhamento do pleito segue sujeito a novas orientações da Justiça Eleitoral. A fotografia que ilustra esta matéria é de arquivo, de setembro, e não registra a manifestação publicada neste domingo.

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