
O Ministério Público do Trabalho recebeu 1.937 denúncias de assédio eleitoral relacionadas às eleições de 2026 e obteve 52 decisões liminares na Justiça do Trabalho. Os números constam de balanço divulgado pela instituição na segunda-feira (26), após o segundo turno.
Segundo o MPT, 946 queixas foram registradas entre as duas etapas de votação. São Paulo lidera o total informado, com 350 denúncias, seguido de Minas Gerais, com 212, e Rio de Janeiro, com 169.
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Denúncias são relatos encaminhados para apuração. O total não representa 1.937 práticas comprovadas, empresas condenadas ou trabalhadores diferentes, pois essas são unidades de contagem distintas.
Decisões urgentes e compromissos
A instituição ajuizou 59 ações civis públicas e obteve 52 liminares para proteger o exercício livre do voto. Também firmou 53 termos de ajuste de conduta, instrumentos pelos quais os responsáveis assumem compromissos para adequar sua atuação.
O comunicado descreve medidas sobre escalas que permitissem votar, pressão para participar de atos de campanha e envio de mensagens políticas aos empregados. As situações foram examinadas em processos específicos.
Uma liminar é uma decisão provisória e urgente. Ela pode impor obrigações imediatamente, mas não deve ser apresentada como condenação definitiva sobre todas as acusações do processo.
Como interpretar o balanço
A liberdade de escolha eleitoral é o foco da atuação descrita pelo MPT. O balanço reúne providências adotadas ao longo do processo eleitoral; não é uma nova contagem de fatos ocorridos apenas nesta terça-feira.
O comunicado consultado traz referências divergentes ao dia exato de corte. Por isso, esta reportagem identifica o balanço pela data em que foi divulgado, sem atribuir aos números uma atualização posterior não confirmada.





















