
A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) disponibilizou um plano de contas e um modelo de demonstrações financeiras para os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. A iniciativa procura organizar receitas, despesas e demais registros em categorias comparáveis entre equipes.
O comunicado nº 022 é datado de segunda-feira (26) e foi noticiado pelo ge nesta terça-feira (27). A elaboração contou com um grupo de trabalho dos clubes e consultores contábeis.
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A adoção dos dois modelos é voluntária. O comunicado não muda o Regulamento do Sistema de Sustentabilidade Financeira nem cria sanção para quem mantiver estrutura contábil própria.
O que a padronização pretende resolver
Receitas de transferência de jogadores, gastos com elenco e negócios com partes relacionadas podem ser apresentados de formas diferentes por cada clube. A agência diz que as categorias comuns devem reduzir o trabalho de reclassificação e permitir comparar melhor os números.
O modelo inclui balanço patrimonial, resultados, fluxos de caixa, alterações do patrimônio e notas explicativas. As contas foram alinhadas aos campos da plataforma em que as equipes prestam informações à Anresf.
Obrigações existentes continuam
O clube que não adotar os modelos continua responsável por fornecer dados corretos, completos e rastreáveis. Auditoria independente e relatório da administração permanecem exigidos, embora não façam parte do formulário proposto.
O prazo existente de entrega à agência e publicação no site do clube continua em 30 de abril. Padronizar a apresentação não dispensa auditoria nem transfere a responsabilidade pelos dados à Anresf.
Segundo o ge, as contas de 2026 serão entregues em 2027. A mudança divulgada agora trata da forma de organizar essas informações; não representa divulgação dos resultados financeiros de todos os clubes ou comprovação de equilíbrio de suas contas.





















