
O percentual de famílias com dívidas a vencer ficou em 81,6% em outubro, ante 81,7% em setembro. Os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgados pela CNC nesta quinta-feira(5), mostram pequena oscilação do indicador, ainda em nível elevado.
Ter dívida a vencer não significa estar inadimplente. O primeiro indicador abrange compromissos financeiros ainda dentro do prazo; a inadimplência mede contas já atrasadas.
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A parcela com atrasos caiu de 29,6% para 29,3%, uma diferença de 0,3 ponto percentual. O tempo médio de atraso passou de 65,3 para 65,1 dias.
Entre os lares com renda de até três salários mínimos, os atrasos avançaram de 38,5% para 38,6%. Nesse grupo,18,3% declararam não ter condições de quitar os débitos vencidos.
Nas famílias com renda de cinco a dez salários mínimos, a proporção com dívidas subiu de 77,9% para 79,3%. A queda agregada, portanto, não descreve igualmente todas as faixas de renda.
O recuo mensal do indicador geral não permite concluir que o orçamento de todas as famílias melhorou. A pesquisa descreve compromissos e atrasos; os dois conceitos devem ser avaliados separadamente.





















