
A lista nacional oficial da flora ameaçada de extinção foi atualizada nesta quarta-feira (28) e reúne 3.730 espécies. A mudança está na Portaria GM/MMA 1.783, assinada em 26 de outubro e publicada no Diário Oficial da União pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
O maior grupo reúne 2.162 espécies classificadas como em perigo. Outras 838 são vulneráveis, 728 estão criticamente em perigo e duas recebem a indicação de possivelmente extintas.
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Os números foram divulgados pela Agência Brasil e conferidos nas categorias do anexo oficial. O documento inclui árvores, arbustos e outras plantas e substitui a relação anterior vinculada à Portaria MMA 443/2014.
Espécies conhecidas aparecem na relação
A araucária, identificada como Araucaria angustifolia, aparece na categoria em perigo. O pau-brasil, Paubrasilia echinata, está classificado como criticamente em perigo.
O anexo marca como CR (PE) a Plinia rogersiana, do mesmo gênero da jabuticaba, e a Symplocos rizzinii. Segundo a Agência Brasil, ambas são plantas nativas da Mata Atlântica.
A classificação “possivelmente extinta” sinaliza uma condição de risco e de incerteza. Ela não deve ser apresentada como confirmação de que a espécie foi definitivamente extinta.
Atualização da referência oficial
O ato entrou em vigor na data de publicação e revogou a Portaria 148, de 7 de junho de 2022. A revisão anterior continha 3.209 espécies, de acordo com a Agência Brasil.
A reportagem informa que a classificação considera fatores como distribuição geográfica, fragmentação e declínio das populações, ameaças e medidas de conservação. A avaliação foi realizada pelo Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
A diferença entre os totais das listas não significa que todas as espécies acrescentadas se tornaram ameaçadas neste intervalo. Uma revisão também atualiza o conhecimento disponível e a classificação de risco.
A relação é uma lista de plantas ameaçadas, não um censo de toda a flora existente no Brasil. As categorias identificam o risco de extinção e não uma quantidade de indivíduos remanescentes de cada espécie.





















