Viagem

Casal relata incerteza após desembarque de cruzeiro residencial no Camboja

Em entrevista publicada nesta quinta, moradores do Odyssey contam que pagaram US$ 179 mil por uma cabine. Operadora busca reorganização, sem garantia de retomada.

Navio Villa Vie Odyssey em foto de arquivo de 29 de setembro de 2025.
Odyssey, 2025 (arquivo). JerickVillaruel/CC BY-SA 4.0.

A interrupção do cruzeiro residencial Villa Vie Odyssey, no Camboja, deixou moradores à espera de uma solução para a viagem e para os recursos investidos. Em entrevista à Reuters publicada nesta quinta-feira (29), os americanos Lynn e Paul Montoya relataram a incerteza depois de deixarem o navio.

O casal afirmou ter pago US$ 179 mil por uma cabine, além de aproximadamente US$ 6 mil mensais em taxas, e vivido 17 meses a bordo. Esses valores descrevem o contrato relatado pelos passageiros; não são uma oferta atual de viagem ou uma estimativa de reembolso.

O relato do casal sobre a situação financeira da empresa é a percepção de passageiros entrevistados pela Reuters. Não equivale a uma auditoria das contas da operadora.

O que a empresa informou

Em comunicado de 27 de outubro, a Villa Vie Residences confirmou a suspensão das operações no Camboja e atribuiu a decisão à forte alta dos gastos com combustível. A companhia afirmou buscar alternativas de reestruturação e entrada de capital.

A nota diz que o custo mensal equivalente de combustível por cabine, antes próximo de US$ 1.800, havia alcançado estimados US$ 6 mil a US$ 8 mil em partes da Ásia. Esse cálculo empresarial não é o mesmo que a mensalidade paga pelo casal.

A empresa informou uma janela de 60 dias para buscar reorganização, mas declarou que não havia financiamento ou transação concluídos. O período não é uma data garantida para retomar o cruzeiro.

Moradia e viagem ficaram ligadas

Segundo a reportagem desta quinta-feira, cerca de 200 passageiros tiveram de desembarcar em Sihanoukville, levando pertences e animais de estimação. Os Montoya disseram que pretendiam usar os recursos reservados às taxas mensais para reorganizar a vida e passar um período na Malásia.

A suspensão afeta também pessoas que fizeram do navio sua residência. A intenção de buscar uma solução não confirma restituição, novo contrato de hospedagem ou retorno dos moradores à embarcação.

Atualização de 29/10: acrescentados o relato dos passageiros publicado hoje e a leitura do comunicado original da operadora. A suspensão foi anunciada em 27/10; a fotografia é de arquivo de 2025.

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