
O presidente finlandês, Alexander Stubb, e o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, conversaram por telefone com Vladimir Putin nesta terça-feira (27). Em comunicado, os dois governos disseram que a iniciativa busca favorecer negociações para encerrar a guerra iniciada pela invasão russa da Ucrânia em 2022.
A ligação partiu de Helsinque, deu sequência a um encontro entre os dois líderes em Oslo, em 20 de outubro, e foi relacionada às próximas reuniões diplomáticas em Abu Dhabi. O comunicado finlandês afirma que a iniciativa foi articulada em consulta com a Ucrânia.
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Stubb e Støre falaram em nome de seus próprios países, e não como representantes de toda a Europa. O anúncio não contém um acordo de cessar-fogo nem demonstra que as partes tenham conciliado suas condições para a paz.
Apoio a Kiev e canal de comunicação
Finlândia e Noruega, ambas vizinhas da Rússia, reafirmaram a continuidade do apoio à Ucrânia. Os líderes relacionaram a retomada do diálogo direto à segurança regional e aos custos humanos e materiais da guerra.
Støre informou que a conversa com Putin durou cerca de 90 minutos e que, depois, os dois falaram com Volodymyr Zelensky, segundo a Reuters. A agência registra que o chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, considerou o contato coordenado com Kiev uma contribuição positiva ao esforço diplomático.
Ressalvas entre parceiros europeus
A iniciativa recebeu críticas da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, e reservas do primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, de acordo com a reportagem da Reuters. Eles questionaram, por razões distintas, a eficácia e a coordenação do contato. Stubb e Støre sustentaram que haviam consultado seus parceiros.
A abertura de uma conversa não equivale a mudança comprovada na posição russa. Segundo a Reuters, o relato do governo de Putin manteve as exigências de Moscou para um eventual entendimento.
O comunicado dos dois governos e a reportagem original da Reuters foram consultados. A divergência pública entre europeus é apresentada com atribuição; não se infere uma posição comum de todos os países do continente.





















