Mundo

Finlândia e Noruega abrem diálogo com Putin e defendem negociações sobre a Ucrânia

Stubb e Støre dizem ter coordenado iniciativa com Kiev; Dinamarca e Suécia expressam ressalvas, segundo a Reuters.

Presidente finlandês Alexander Stubb em fotografia de arquivo de maio de 2024.
Alexander Stubb em 27 de maio de 2024. Arquivo: Kynnap/Wikimedia Commons, CC BY 4.0; recorte disponibilizado no Commons. Não é registro da ligação de 27 de outubro de 2026. Origem; CC BY 4.0. Redimensionada, cores preservadas; recortes de exibição pelo Word Press.

O presidente finlandês, Alexander Stubb, e o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, conversaram por telefone com Vladimir Putin nesta terça-feira (27). Em comunicado, os dois governos disseram que a iniciativa busca favorecer negociações para encerrar a guerra iniciada pela invasão russa da Ucrânia em 2022.

A ligação partiu de Helsinque, deu sequência a um encontro entre os dois líderes em Oslo, em 20 de outubro, e foi relacionada às próximas reuniões diplomáticas em Abu Dhabi. O comunicado finlandês afirma que a iniciativa foi articulada em consulta com a Ucrânia.

Stubb e Støre falaram em nome de seus próprios países, e não como representantes de toda a Europa. O anúncio não contém um acordo de cessar-fogo nem demonstra que as partes tenham conciliado suas condições para a paz.

Apoio a Kiev e canal de comunicação

Finlândia e Noruega, ambas vizinhas da Rússia, reafirmaram a continuidade do apoio à Ucrânia. Os líderes relacionaram a retomada do diálogo direto à segurança regional e aos custos humanos e materiais da guerra.

Støre informou que a conversa com Putin durou cerca de 90 minutos e que, depois, os dois falaram com Volodymyr Zelensky, segundo a Reuters. A agência registra que o chanceler ucraniano, Andrii Sybiha, considerou o contato coordenado com Kiev uma contribuição positiva ao esforço diplomático.

Ressalvas entre parceiros europeus

A iniciativa recebeu críticas da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, e reservas do primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, de acordo com a reportagem da Reuters. Eles questionaram, por razões distintas, a eficácia e a coordenação do contato. Stubb e Støre sustentaram que haviam consultado seus parceiros.

A abertura de uma conversa não equivale a mudança comprovada na posição russa. Segundo a Reuters, o relato do governo de Putin manteve as exigências de Moscou para um eventual entendimento.

O comunicado dos dois governos e a reportagem original da Reuters foram consultados. A divergência pública entre europeus é apresentada com atribuição; não se infere uma posição comum de todos os países do continente.

Últimas

Em perspectiva

Mais notícias