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Trump segue sem reconhecer publicamente vitória de Lula e questiona eleição

Presidente dos EUA levantou suspeitas sem apresentar provas. Folha relata adiamento de comunicado; ausência de reconhecimento não altera o resultado do TSE.

Donald Trump posa para retrato oficial na Casa Branca em outubro de 2017
Donald Trump em retrato oficial de 6 de outubro de 2017. Foto de arquivo: Shealah Craighead/Casa Branca, domínio público.
Donald Trump em retrato oficial na Casa Branca, diante da bandeira dos Estados Unidos.
Donald Trump em retrato oficial de 6 de outubro de 2017. Foto de arquivo: Shealah Craighead/Casa Branca, domínio público. Origem e licença.

Donald Trump segue sem reconhecer publicamente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo as manifestações e reportagens consultadas até 05h33 desta terça-feira (27). O presidente dos Estados Unidos comentou a eleição brasileira na segunda-feira (26), mas questionou o resultado sem apresentar provas de fraude. Na mesma conversa com jornalistas, afirmou que gosta de Lula.

O governo americano chegou a preparar um comunicado sobre o resultado, cuja divulgação foi adiada após a contestação de Flávio Bolsonaro (PL), segundo reportagem da Folha de S.Paulo. Até o encerramento desta checagem, não foi localizada nas fontes examinadas uma manifestação posterior de reconhecimento.

Trump levantou suspeitas sobre a eleição brasileira sem apresentar provas e não anunciou, na declaração consultada, uma medida concreta contra o Brasil.

O que Trump disse sobre a eleição

Em conversa com jornalistas antes de embarcar no Air Force One, em 26 de outubro, Trump disse que a disputa brasileira lhe pareceu fraudada. Também afirmou que não havia endossado nenhum candidato. As declarações constam da transcrição publicada pelo Roll Call/Factba.se.

Questionado novamente sobre o Brasil e sobre uma possível iniciativa de seu governo, o americano disse que governa os Estados Unidos, afirmou se dar bem com Lula e criticou a extensão do horário da votação. Ele não apresentou nessa resposta uma providência a ser adotada.

Comunicado foi adiado, segundo a Folha

Reportagem de Patrícia Campos Mello, publicada pela Folha de S.Paulo em 26 de outubro, informa que o Departamento de Estado tinha um rascunho de comunicado sobre o resultado. Segundo o jornal, o governo Trump decidiu adiar sua divulgação depois que Flávio contestou a derrota e anunciou que pediria a anulação da eleição.

A Folha relata que a embaixada dos Estados Unidos no Brasil não informou, ao ser procurada pelo veículo, uma previsão para a publicação. A existência do rascunho e a orientação interna são informações da apuração do jornal.

Na consulta desta terça-feira, a lista de comunicados recentes da Casa Branca não exibia uma mensagem de reconhecimento da eleição brasileira. A ausência de uma mensagem nessa lista não permite descartar uma manifestação por outro canal.

Planalto não pretendia responder, informa SBT News

Segundo o SBT News, fontes do Planalto e do Itamaraty avaliaram que a declaração de Trump não exigia uma resposta pública naquele momento. A reportagem informa que o governo brasileiro não pretendia reagir, a menos que houvesse uma nova manifestação do presidente americano.

Na mesma cobertura, o vice-presidente Geraldo Alckmin classificou a declaração de Trump como equivocada e defendeu a segurança da votação brasileira.

O resultado oficial do TSE

A totalização nacional final do Tribunal Superior Eleitoral registra 64.256.232 votos para Lula, equivalentes a 51,79% dos válidos, e 59.826.041 para Flávio Bolsonaro, ou 48,21%. A vantagem é de 4.430.191 votos.

O arquivo consultado identifica Lula como eleito e registra 499.248 seções totalizadas. Os dados foram finalizados em 25 de outubro, às 23h26min38s, no horário de Brasília.

A ausência de reconhecimento por um governo estrangeiro não altera, por si, os votos totalizados ou a condição de eleito registrada pelo TSE.

A falta de um cumprimento diplomático também não equivale, por si, a uma decisão de romper relações. No material examinado, não foi localizado anúncio de nova sanção ou de ruptura relacionado à declaração de Trump de segunda-feira.

Informações verificadas até 05h33 de 27/10/2026, horário de Brasília.

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